A empresária investigada por agressão contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos afirmou à Polícia Civil do Maranhão que também está gestante, no terceiro mês. A defesa informou que pretende solicitar prisão domiciliar, alegando a gravidez, problemas de saúde e a necessidade de cuidar do filho de 6 anos, informa o Extra.
Detida na quinta-feira (8) em Teresina (PI), Carolina Sthela Ferreira dos Anjos negou, em depoimento na 21ª Delegacia do Araçagy, ser a autora dos áudios divulgados com supostas confissões das agressões. A defesa pediu perícia no material. Após o interrogatório, ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), mas os resultados dos exames não foram divulgados.
Investigação e crimes apontados
Segundo a Polícia Civil, a empresária é investigada por tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. As qualificadoras indicam suspeita de uso de meio cruel, motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.
O delegado-geral Augusto Barros afirmou que, apesar das provas já reunidas, novas diligências serão realizadas para confirmar elementos do inquérito. A suspeita deve passar por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se ela permanecerá presa.
Prisão e versão da defesa
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Carolina foi presa em um posto de gasolina em Teresina enquanto abastecia o carro, supostamente tentando deixar o estado. No veículo estavam o marido e o filho.
A defesa nega tentativa de fuga e afirma que a empresária viajou ao Piauí por não ter com quem deixar a criança no Maranhão. A Polícia Civil do estado vizinho informou que ela estava hospedada na casa de um parente e sob monitoramento.
Envolvimento de policial militar
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões, se entregou no mesmo dia. À Corregedoria, negou envolvimento; à Polícia Civil, admitiu presença no local e parte das agressões, mas atribuiu a maior responsabilidade à empresária.
Outros quatro policiais militares que atenderam à ocorrência também são investigados administrativamente. Até o momento, eles não foram afastados das funções.
Relato da vítima
A jovem afirmou ter sido agredida com socos, murros e puxões de cabelo, sendo derrubada no chão enquanto tentava proteger a barriga, já que estava no quinto mês de gestação. Segundo ela, as agressões começaram após ser acusada de roubar um anel, encontrado posteriormente.
Mesmo após a localização do objeto, a violência teria continuado, acompanhada de ameaças de morte. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o caso como tortura agravada, além de lesão corporal, ameaça e calúnia.






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