Integrantes da cúpula do Cidadania levaram ao presidente da legenda, Roberto Freire, uma proposta para contornar a crise que se estabeleceu no partido com a tentativa de deslocar Roberto Freire da presidência do partido, que ele ocupa há 30 anos: ele deixaria o cargo e se tornaria presidente de honra, podendo manter uma posição na Executiva do partido.
O racha ficou explícito na semana passada, numa reunião da Executiva Nacional no sábado (19), que teve troca pesada de acusações. O pano de fundo é a defesa de que haja uma renovação na legenda para evitar seu desaparecimento.
O Cidadania faz parte de uma federação com o PSDB e tem apenas quatro deputados federais atualmente.
À coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Freire descarta a proposta de ser presidente de honra e diz preferir a convocação de um congresso extraordinário ainda para este ano a fim de discutir o futuro da legenda.
“Prefiro que me honrem convocando um Congresso Nacional Extraordinário para salvarmos o partido de uma continuidade da crise que pode matá-lo”, afirmou.
Freire diz que o congresso resultará automaticamente em sua saída da presidência do partido, uma vez que uma nova reeleição é vedada pelo estatuto.





