A disputa interna pela presidência do partido Cidadania ganhou um novo desfecho nesta segunda-feira (3). Após uma série de atos formais publicados por três instâncias da legenda — presidência, secretaria-executiva e tesouraria —, Roberto Freire voltou a ser reconhecido como presidente legal do partido. A decisão restaura sua posição até que o impasse cartorial, que se arrasta desde 2023, seja definitivamente resolvido.
Atas irregulares mantêm Freire como presidente legal
A crise teve origem em falhas no registro das atas que elegeram Comte Bittencourt como presidente. Os documentos apresentam divergências de versões, ausência de assinaturas e lacunas na comprovação do desligamento de antigos dirigentes. Por causa desses problemas formais, o registro de Freire permanece válido, garantindo a ele a presidência de direito.
Secretaria e tesouraria reconhecem Freire e suspendem repasses
A secretaria-executiva do partido publicou atos que restabelecem Freire ao cargo e determinam que apenas essa instância tem poder para emitir comunicações oficiais. Já a tesouraria suspendeu os pagamentos do Fundo Partidário e congelou os repasses à Fundação Astrojildo Pereira (FAP), alegando ter tomado conhecimento dos riscos jurídicos apenas em outubro deste ano. Também foi solicitada uma apuração disciplinar para identificar possíveis responsáveis por omissões administrativas desde 2023.
Freire convoca diretório e promete reorganização interna
Após a publicação dos atos, Roberto Freire assinou o documento que oficializa sua retomada à presidência, convocando o Diretório Nacional para o dia 11 de novembro. O político também anunciou a criação de comissões internas para reorganizar a estrutura partidária e revisar processos administrativos.
Comte Bittencourt contesta e cita reconhecimento do TSE
Em nota, Comte Bittencourt reagiu à decisão, afirmando que as atas de 2023 foram enviadas para assinatura digital e que a eleição foi legítima, unânime e reconhecida pela cúpula do partido por mais de dois anos. Ele também apresentou uma certidão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), emitida no próprio dia 3 de novembro, que o reconhece como presidente. Comte acusa o secretário-executivo de agir de forma unilateral para cassar seu mandato e reforça que o Diretório Nacional é a instância máxima da legenda.






Deixe um comentário