Chefe do Estado Maior do Exército se nega a testemunhar no caso Marielle

Militar foi responsável por nomeação de Rivaldo Barbosa, um dos presos pela morte da vereadora, para chefiar a Polícia Civil

Os advogados do delegado Rivaldo Barbosa, acusado de ser um dos mentores do assassinato de Marielle Franco, informaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o general Richard Nunes, chefe do Estado-Maior do Exército, se recusou a depor como testemunha de defesa no caso.

Como informa Guilherme Amado, no Metrópoles, a audiência virtual estava marcada para 27 de setembro, mas um auxiliar do general comunicou que ele não participaria, alegando já ter prestado esclarecimentos à Polícia Federal e que sua presença no processo poderia comprometer a imagem do Exército.

Advogados pedem que militar seja obrigado a depor

A defesa de Rivaldo Barbosa argumenta que a participação de uma testemunha arrolada é obrigatória e pediu a Moraes que o general seja advertido sobre a possibilidade de condução coercitiva.

Segundo os advogados, o depoimento de Nunes não envolveria suas atividades militares, mas o fato de ele ter sido secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro e responsável pela nomeação de Barbosa como chefe da Polícia Civil, um dia antes do assassinato de Marielle, em março de 2018.

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Divisão de Homicídios do Rio, está preso desde março, acusado de colaborar com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão para desviar as investigações do crime.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que Barbosa teria sugerido modos de execução de Marielle Franco, como evitar que ela fosse morta em deslocamentos que pudessem levar as investigações ao âmbito da Polícia Federal.

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