Em visita à Associação Comercial do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (7), o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu a adoção de uma “mentalidade empresarial” na gestão federal. Durante encontro com empresários fluminenses, disparou críticas contra o governo federal e defendeu mudanças nas áreas de infraestrutura, economia, segurança pública e políticas sociais.
Alguns dos pontos centrais do discurso de Zema foram a defesa de reformas e as críticas aos entraves ambientais e burocráticos que, segundo ele, impedem o avanço de rodovias e grandes projetos no país.
“Dá para conciliar meio ambiente com desenvolvimento econômico. Se tem um besouro lá, tira ele e continua a obra”, afirmou.
O pré-candidato citou como exemplo o projeto do rodoanel metropolitano de Belo Horizonte. Segundo ele, a obra enfrenta obstáculos ligados ao licenciamento ambiental e a discussões envolvendo uma comunidade considerada tradicional próxima ao traçado da via.
Zema afirmou que empreendimentos desse tipo deveriam ser classificados como de interesse nacional para acelerar a execução. “Uma obra que vai salvar vidas não consegue sair do papel. O interesse de milhões de pessoas tem de prevalecer sobre um grupo pequeno”, declarou.
Zema comentou polêmica sobre trabalho infantil
Durante o encontro, o ex-governador também comentou as críticas que recebeu após declarações recentes sobre trabalho infantil.
Na semana passada, em entrevista a um podcast, Zema afirmou que, se eleito, quer mudar o fato de, no Brasil, crianças não poderem trabalhar. No país, a legislação proíbe o trabalho infantil — ou seja, de menores de 16 anos. A partir dos 14 anos é possível atuar como aprendiz, atividade que tem regras específicas.
“Eu trabalho desde criança. Isso ajuda a formar disciplina”, disse Zema durante o encontro na ACRJ. Ele afirmou ainda que pretende ampliar o alcance do programa Jovem Aprendiz. Segundo o mineiro, cerca de 4 mil municípios brasileiros não oferecem vagas nessa modalidade.
Críticas à política fiscal
Ao tratar da economia, Zema voltou a criticar os gastos do governo federal e afirmou que o país enfrenta risco fiscal. “Estamos indo para o precipício fiscal”, declarou.
O pré-candidato defendeu medidas como reforma administrativa, revisão de programas sociais e privatizações. Também afirmou que o setor privado precisa de menos interferência estatal. “O setor privado não precisa de ajuda do governo. Precisa que o governo não atrapalhe”, disse.
Segurança pública
Na área de segurança, Zema voltou a defender um endurecimento no combate ao crime organizado e sugeriu que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas.
Ele também criticou o sistema de Justiça, afirmando que “a polícia prende e o Judiciário solta”, e defendeu medidas como prisão automática para quem rompe tornozeleira eletrônica e restrições à liberação de reincidentes em audiências de custódia.






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