Um acordo de cessar-fogo de 60 dias entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, entrará em vigor a partir das 4h (horário local), desta quarta-feira depois de o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu ter aprovado o plano de pausa na noite desta terça-feira (26).
Netanyahu já havia adiantado mais cedo, em um pronunciamento televisivo, que estava apresentando um “esboço para um cessar-fogo” com o Hezbollah ao seu gabinete.
O gabinete de Netanyahu disse que o plano foi aprovado por 10 votos a 1. A votação de fim de noite ocorreu pouco antes de o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciar detalhes do acordo em Washington.
Segundo Biden, a partir das 4h da manhã de quarta-feira (horário local, 23h desta terça) os combates na fronteira entre Líbano e Israel cessarão.
Em declaração conjunta, o presidente americano, Joe Biden, e o mandatário francês, Emmanuel Macron, responsáveis por mediar a trégua, anunciaram que ambos os países garantirão o seu “cumprimento total”. Segundo Biden, a medida entrará em vigor já na madrugada de quarta-feira, às 4h do horário local.
— O Hezbollah não é mais o mesmo, Israel o empurrou décadas para trás. Destruímos a maior parte dos foguetes e mísseis. Matamos milhares de terroristas e destruímos a infraestrutura subterrânea e terrorista perto de nossas fronteiras. Tudo isso parecia ficção científica meses atrás, mas nós conseguimos — disse Netanyahu, acrescentando que está “determinado” a manter os soldados israelenses vivos. — Por isso, esta noite, apresentarei ao gabinete um plano para um cessar-fogo no Líbano.
O anúncio de Netanyahu foi feito horas após as forças do Estado judeu realizarem ataques em larga escala contra alvos da organização libanesa em Beirute, que viu um número de alertas sem precedentes para a região. Na segunda-feira, pelo menos 31 pessoas morreram em todo o Líbano, segundo autoridades locais, e no domingo o Hezbollah lançou cerca de 250 mísseis contra o território israelense — uma escalada que, para analistas, é comum ocorrer antes da suspensão das hostilidades e visa garantir que o maior número possível de objetivos militares seja alcançado antes da interrupção das atividades.
Com informações do Estadão e do Globo.





