Centro paralímpico do estado em Vila Isabel homenageará Luiz Cláudio Pereira

Projeto anunciado por Cláudio Castro prevê requalificação do antigo Esporte Clube Maxwell e estrutura voltada ao alto rendimento e à inclusão

O governo do Estado do Rio anunciou, na última quarta-feira (28), a criação de um centro estadual paralímpico, que será construído no terreno do antigo Esporte Clube Maxwell, em Vila Isabel, na Zona Norte da capital.

O equipamento público vai homenagear o atleta paralímpico Luiz Cláudio Pereira, um dos principais nomes da história do esporte paralímpico brasileiro, morto em 2022, em Medellín, na Colômbia.

A iniciativa foi divulgada pelo governador Cláudio Castro e integra um projeto de requalificação da área, que vem sendo acompanhado pelos deputados estaduais Alexandre Knoploch (PL) e Fred Pacheco (PMN) desde as etapas iniciais de planejamento.

Acompanhamento do projeto

O cronograma do Centro Paralímpico Luiz Cláudio Pereira é gerenciado pela Subsecretaria de Estado de Políticas Inclusivas, em articulação com a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) e a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop-RJ).

Segundo os parlamentares, a proposta está na fase final de viabilização administrativa. Uma reunião prevista para a próxima semana deverá definir os detalhes do processo de licitação, etapa necessária antes do início das obras no local.

“O projeto está estruturado, com estudos técnicos concluídos e acompanhamento permanente junto aos órgãos responsáveis. A licitação representa a fase final desse processo para que a intervenção possa, de fato, sair do papel”, afirmou o deputado Fred Pacheco.

Arte da piscina olímpica do primeiro pavimento.

Estrutura prevista

O Centro de Treinamento Paralímpico Luiz Cláudio Pereira foi concebido como um complexo de três pavimentos, com foco em acessibilidade, inclusão e alto rendimento esportivo. No térreo, o projeto prevê a construção de uma piscina olímpica de 50 metros por 25 metros, com dez raias, além de uma quadra poliesportiva destinada a treinamentos e competições.

No segundo pavimento, estão previstos um dojo para a prática de judô, academia, sala para tênis de mesa e um alojamento com capacidade para até 24 atletas, permitindo que o espaço funcione como base permanente de treinamento.

Arte da quadra número dois que será construída no segundo pavimento.

Área de saúde e convivência

O terceiro pavimento será dedicado às áreas de saúde e convivência, com setores de fisioterapia, consultórios médicos e um auditório com capacidade para 122 pessoas, incluindo vagas reservadas para cadeirantes. Na cobertura, o projeto prevê a implantação de uma praça de eventos, com soluções sustentáveis, como o uso de painéis solares.

Para o deputado Alexandre Knoploch, o centro amplia a infraestrutura disponível para o esporte paralímpico no estado. “Trata-se de um equipamento público pensado para atender atletas, fomentar a inclusão e fortalecer políticas públicas voltadas ao esporte e à saúde. É um projeto com impacto social relevante para a cidade e, especialmente, para a Zona Norte”, disse.

Os parlamentares destacam ainda que a divulgação recente das condições do antigo clube contribuiu para ampliar o debate público sobre o futuro da área. Segundo eles, o projeto executivo, com plantas e perspectivas do futuro centro, está disponível para consulta, como forma de garantir transparência sobre a intervenção prevista.

Luiz Cláudio Pereira durante apresentação da seleção brasleira.

Trajetória de Luiz Cláudio Pereira

O centro levará o nome de Luiz Cláudio Pereira, um dos principais atletas da história do esporte paralímpico brasileiro. Presidente da Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas, ele morreu aos 60 anos, em 2022, em Medellín, enquanto chefiava uma missão da seleção brasileira no Campeonato das Américas. A causa da morte não foi divulgada.

Luiz Cláudio conquistou nove medalhas paralímpicas, sendo seis de ouro, o que o coloca como o quinto maior medalhista do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos, atrás apenas de Daniel Dias, André Brasil, Clodoaldo Silva e Ádria Santos. Ele participou dos Jogos de Stoke Mandeville, em 1984, de Seul, em 1988, e de Barcelona, em 1992, competindo nas provas de arremesso de peso, lançamento de dardo, lançamento de disco e pentatlo.

Paraplégico desde os 16 anos, após um acidente durante uma luta de judô, Luiz Cláudio esteve por 14 anos à frente da Associação Brasileira de Rúgbi em Cadeira de Rodas. Entre 2009 e 2013, também atuou como vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, ao lado de Mizael Conrado.

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