O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a construção do primeiro Centro Estadual Paralímpico do estado, que funcionará no antigo Esporte Clube Maxwell, localizado na Rua Maxwell, em Vila Isabel, na Zona Norte da capital. A iniciativa é resultado de uma articulação realizada pelos deputados estaduais Alexandre Knoploch (PL) e Fred Pacheco (PMN).
O anúncio foi feito pelo governador por meio das redes sociais após reunião no Palácio Guanabara, com a presença dos parlamentares, do secretário de Estado da Casa Civil, Nicola Miccione, e da subsecretária estadual de Políticas Inclusivas, Bia Pacheco. Segundo o governador, o projeto entrará imediatamente em fase de licitação, etapa necessária para o início das obras.
Projeto e impacto regional
Cláudio Castro afirmou que o projeto busca dar função social a um equipamento que estava sem uso e destacou a importância do esporte paralímpico para o estado, lembrando a contribuição do Rio de Janeiro para o desempenho do Brasil no último Parapan, em 2023, no Chile. Na ocisão, o país somou 343 medalhas, sendo 156 ouros, 98 pratas e 89 bronzes.
Alexandre Knoploch destacou que a proposta resolve um problema urbano ao recuperar um imóvel histórico e destinar o espaço a políticas públicas de inclusão. Já Fred Pacheco afirmou que a iniciativa atende a uma demanda antiga e pode representar um marco para o esporte paralímpico fluminense. Assista:
História e abandono do imóvel
Fundado há 77 anos, o Esporte Clube Maxwell foi durante décadas um espaço de convivência social, esportiva e cultural de Vila Isabel e bairros vizinhos. O clube chegou a ter piscina, time próprio de futebol de salão, áreas para eventos, feiras e shows, além de ter sido ponto de encontro de moradores da região.
Entre 1965 e 1975, o local também serviu como espaço de ensaios da Acadêmicos do Salgueiro, período em que a escola havia perdido sua quadra no Morro do Salgueiro. O clube encerrou suas atividades em 2017 e, desde então, o prédio permanece fechado, chamando atenção pelo estado de abandono, com acúmulo de lixo e pichações na fachada.
O imóvel pertence ao Rioprevidência, autarquia vinculada ao Governo do Estado. No mesmo ano do fechamento, a sede foi tombada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), por seu interesse histórico, social, esportivo e de lazer.
Disputas judiciais e retomada pelo estado
O terreno havia sido doado durante a gestão do ex-governador Anthony Garotinho, com a previsão de pagamento de uma mensalidade simbólica. Posteriormente, o valor foi reajustado durante o governo de Sérgio Cabral, o que contribuiu para o impasse entre o clube e o estado. Com o tombamento da edificação, a demolição do imóvel ficou proibida, permitindo apenas intervenções para preservação e adaptação do espaço.
Em maio de 2017, após 17 anos de disputas judiciais, a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro obteve autorização da Justiça para desalojar o clube, que ocupava o imóvel sem quitar a taxa de ocupação desde setembro de 2000. A retomada do prédio teve início com a retirada de móveis e desmontagem de equipamentos.






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