O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, lança nesta quinta-feira (2) a Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC) Bossa Nova, iniciativa que estabelece novas regras urbanísticas para preservar a paisagem, o patrimônio cultural e as características arquitetônicas da orla de Ipanema e do Leblon.
Entre as medidas previstas estão a limitação da altura de novas edificações em áreas específicas, o tombamento definitivo de 17 imóveis, a proteção do tradicional calçadão de pedras portuguesas e o reconhecimento do Bar Garota de Ipanema como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do município.
Novas regras urbanísticas
Segundo a Prefeitura, a APAC Bossa Nova tem como objetivo preservar a identidade urbana de dois dos bairros mais conhecidos da capital fluminense e evitar mudanças que possam alterar suas características históricas e paisagísticas.
A proposta também busca proteger a ventilação natural, a incidência de luz solar e reduzir o impacto do sombreamento provocado por novas construções na faixa de areia.
Em nota, Eduardo Cavaliere afirmou que a regulamentação pretende impedir a descaracterização da região.
“A regulamentação busca evitar a descaracterização da região, preservar a ventilação natural, a paisagem e a insolação da praia, além de impedir o aumento do sombreamento sobre a faixa de areia”, declarou o prefeito.
Homenagem à Bossa Nova
Um dos destaques da iniciativa é o reconhecimento do Bar Garota de Ipanema como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da cidade.
O estabelecimento, conhecido como Bar Veloso na década de 1960, entrou para a história da música brasileira por ter sido o local onde os compositores Tom Jobim e Vinicius de Moraes se inspiraram ao observar a então jovem Helô Pinheiro caminhando em direção à praia.
Da cena cotidiana nasceu “Garota de Ipanema”, considerada uma das músicas brasileiras mais conhecidas internacionalmente e um dos maiores símbolos da Bossa Nova.
Preservação da memória
Além do reconhecimento do tradicional bar, a APAC Bossa Nova amplia a proteção do patrimônio histórico da região com o tombamento definitivo de 17 imóveis considerados relevantes para a memória arquitetônica e cultural de Ipanema e do Leblon.
O projeto também preserva o desenho original do calçadão de pedras portuguesas da orla, um dos cartões-postais mais conhecidos da cidade.






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