Castro lidera movimento de governadores e pede adiamento de votação do PL antifacção para não haver contestação no STF

Casteo encabeçou pedido aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, para que o PL antifacção tenha a sua votação adiada em aproximadamente um mês

1–2 minutos

Rodrigo Vilela

Em Brasília, onde cumpre agenda nesta quarta-feira (12), o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), encabeçou um pedido aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, para que o PL antifacção tenha a sua votação adiada em aproximadamente um mês. A intenção é que parlamentares e governadores cheguem a um texto consensual, antes do recesso parlamentar de fim de ano, para que tenha rápida tramitação no Congresso e não exista brechas para contestacoes no Supremo Tribunal Federal (STF).

Governadores de direita ainda defendem a equiparação da associação a grupos criminosos à pratica de terrorismo. A proposta, no entanto, encontra resistências entre os governistas e deve ser contestada no Supremo.

Pela manhã, Castro disse que é a favor de mudanças no relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite para o Projeto antifacção. Castro disse ser favorável ao aumento de penas, o que, segundo ele, pode reduzir o encarceramento.

“Ninguém quer ficar 20, 30 anos encarcerado. Quando você tem isso, a tendência de alguns desses saírem da criminalidade é muito maior. Se você tem uma legislação que pode tudo, a chance dessas pessoas cometerem crime é grande. É uma linha tênue que a gente vai ter que saber discutir com muita tranquilidade para que a gente possa ter um instrumento real, um instrumento prático para combate a esses narcoterroristas”, disse Castro.

O governador reafirmou ser favorável ao texto.

“Tem coisas boas e tem coisas a serem a serem melhoradas. Não cabe mais ser contra ou a favor, cabe trabalhar o texto. Se o texto for palatável, ajudar no enfrentamento à segurança pública, seremos favoráveis. Se o texto for demagógico, um texto que não ajuda nada, seremos contra muito pragmaticamente” afirmou.

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