A Corregedoria da Polícia Militar indiciou dois agentes da corporação pela morte de Herus Guimarães Mendes, de 23 anos, baleado em junho deste ano durante uma festa junina na favela Santo Amaro, na Zona Sul do Rio. Outras cinco pessoas ficaram feridas.
O inquérito foi encaminhado à promotoria do Ministério Público junto à Auditoria de Justiça Militar. Um dos indiciados disse ter atirado 13 vezes após sua equipe ter sido atacada por criminosos.
Agora, o Ministério Público aguarda a conclusão do inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e pretende ouvir novas testemunhas ainda esta semana, por meio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp). A partir dessas medidas, o órgão decidirá se vai apresentar denúncia.
Relembre o caso
A morte de Herus ocorreu durante uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Santo Amaro. A ação, deflagrada na madrugada de 7 de junho, interrompeu o clima de confraternização da festa junina na comunidade.
Moradores relataram corre-corre e medo com a troca de tiros, que levou crianças, idosos e visitantes a se proteger como podiam.
À época, a PM informou que os militares checavam uma reunião de traficantes armados na região. A corporação disse que houve confronto após os policiais serem atacados e negou que os disparos tenham partido da tropa.
Herus foi atingido na barriga pouco depois de sair para comprar um lanche. Socorrido por amigos, o jovem chegou a ser levado para o Hospital Glória D’Or, mas não resistiu.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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