O julgamento dos réus Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, pela morte do menino Henry Borel, alcançou neste sábado (31) uma marca histórica. Ao entrar no sétimo dia de sessões, o júri passou a ser considerado o mais longo do Estado do Rio de Janeiro nos últimos 18 anos, superando até mesmo o julgamento da ex-deputada federal Flordelis, realizado em 2022.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a expectativa entre integrantes do julgamento é que os trabalhos ainda se estendam por vários dias, podendo avançar por pelo menos mais uma semana. O júri é conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.
Por que o julgamento é tão longo?
A duração excepcional do julgamento é resultado de uma combinação de fatores. Além do grande número de testemunhas convocadas pelas partes, o processo também foi marcado por diversos incidentes processuais, pedidos apresentados pelas defesas e decisões judiciais tomadas durante o plenário.
Entre os episódios que contribuíram para o prolongamento dos trabalhos está a tentativa da defesa de Jairinho de adiar novamente a sessão na abertura do júri, alegando problemas de saúde de um dos advogados. Também houve mudanças na ordem dos interrogatórios após decisão judicial determinar que Jairinho seja ouvido apenas depois de Monique Medeiros.
Recorde supera caso Flordelis
Até então, o julgamento mais longo do estado era o de Flordelis dos Santos de Souza, realizado em novembro de 2022. Na ocasião, a ex-parlamentar foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, uso de documento falso e associação criminosa armada.
Assim como ocorre agora no caso Henry Borel, o julgamento de Flordelis reuniu dezenas de testemunhas, familiares e especialistas, exigindo uma extensa reconstrução dos fatos perante os jurados.
O que ainda falta acontecer
Apesar dos sete dias já transcorridos, o julgamento ainda está longe de ser concluído. Nos próximos dias, deverão ser ouvidas testemunhas de defesa indicadas pelos advogados de Jairinho, incluindo familiares e especialistas.
Somente após essa etapa ocorrerão os interrogatórios dos dois réus. Em seguida, Ministério Público, assistentes de acusação e defesas apresentarão os debates finais.
A decisão dos jurados só será tomada após a conclusão de todas essas fases, quando eles responderão aos quesitos que definirão a absolvição ou a condenação de Monique Medeiros e Jairinho.
Com isso, o caso Henry Borel já entra para a história do Judiciário fluminense como o júri mais longo das últimas quase duas décadas e ainda sem previsão exata para chegar ao fim.





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