A 12ª DP (Copacabana) avança, nesta terça-feira (25), na apuração sobre o espancamento e morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos. Os investigadores vão ouvir, à tarde, o depoimentos de três comerciantes que contratavam a segurança clandestina no bairro, além de dois dos três novos suspeitos identificados na segunda-feira (24). Entre os intimados estão a funcionária de um bar que forneceu o porrete usado no crime e o homem apontado como chefe da equipe de vigias.
Quatro presos
A investigação já levou à prisão de quatro suspeitos: Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.
Jorge aparece nas imagens carregando um pedaço de madeira e levando a bicicleta. Felipe, de 23 anos, e Ailton trabalham como entregadores e também foram identificados nas gravações das agressões. Felipe se apresentou à polícia na quinta-feira (21).
Davi apresentou versões diferentes durante os depoimentos prestados à Polícia Civil. Inicialmente, afirmou que havia dado apenas um soco em Cláudio e atribuiu o restante das agressões aos entregadores. Depois, confessou ter participado do espancamento e admitiu ter dado socos e chutes na vítima, além de utilizar um cacetete. As investigações continuam.
Imagens obtidas pelos agentes mostram um quinto suspeito chutando a vítima, que sofreu traumatismo craniano e hemorragia fatal. A polícia também trabalha para identificar testemunhas que presenciaram as agressões sem prestar assistência. De acordo com o delegado titular Ângelo Lages, as pessoas que assistiram ao crime e nada fizeram poderão ser indiciadas por omissão de socorro.
As investigações revelaram que o ataque começou após uma suspeita infundada de furtar uma bicicleta, que na verdade pertencia à irmã de Cláudio. A família informou que a vítima tinha limitações cognitivas que afetavam sua comunicação. Dias após o crime, o próprio segurança acusado chegou à delegacia para depor utilizando a bicicleta que havia sido retirada do local do linchamento.







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