Casal que lava dinheiro para o Comando Vermelho mantém vida de luxo na Argentina

Entre os alvos da operação Mercador de Ilusões, que apura o envolvimento de empresários na lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas e a milícia do Rio, está o casal Marcelo Clayton Alves de Sousa e Naly Pires Diniz.  Alvos da operação desta quarta-feira, eles são donos da Buenos Aires Assessoria Financeira, de Brasília,…

Entre os alvos da operação Mercador de Ilusões, que apura o envolvimento de empresários na lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas e a milícia do Rio, está o casal Marcelo Clayton Alves de Sousa e Naly Pires Diniz. 

Alvos da operação desta quarta-feira, eles são donos da Buenos Aires Assessoria Financeira, de Brasília, que afirma levar universitários para estudarem na Argentina. Com capital social de R$ 50 mil, a empresa teria movimentado milhões para criminosos nos últimos anos.

Os dois estão em Buenos Aires, na Argentina, e já são considerados foragidos. Caso não sejam encontrados, seus nomes serão incluídos na lista vermelha da Interpol.

Marcelo Clayton Alves de Sousa e Naly Pires Diniz, segundo os investigadores, gostam de ostentar a vida de luxo. Nas redes sociais, a mulher publicava vídeos de viagens e dos carros de luxos e joias que tinham. A Polícia Civil diz que ambos compraram uma mansão na Argentina.

Além de casas, eles também usavam o dinheiro do tráfico e da milícia para comprar carros. Durante as buscas e apreensões na casa do casal, em Brasília, os investigadores encontraram dinheiro, joias e carros de luxo. Além de documentos que serão usados na investigação.

Na operação de hoje, os agentes tentam cumprir seis mandados de prisão e 40 de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Especializada do Crime Organizado do estado que também determinou o bloqueio de R$ 681 milhões nas contas dos suspeitos e o arresto de bens. 

Até às 10h, três pessoas já haviam sido presas. Duas no Rio e uma no Distrito Federal.

O MPRJ também apurou que empresas lavam dinheiro com criptomoedas — ativos financeiros digitais e protegidos por criptografia, movimentados sem o controle do Banco Central, da Receita Federal e de outros órgãos de fiscalização, “o que dificulta o rastreio das transações e favorece a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas”, destacou a promotoria.

A Operação Mercador de Ilusões é uma parceria do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e as polícias civis do Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Amapá, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

(Com informações do Extra)

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