O carro utilizado na tentativa de homicídio contra o contraventor Vinicius Drumond, no dia 11 deste mês, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, era roubado e estava com placa clonada, segundo a Polícia Civil.
Na ocasião, os criminosos fizeram 30 disparos de fuzil calibre 7.62 contra o Porsche blindado em que estava Drummond.

O veículo usado no atentado, um Honda HR-V preto e blindado, foi encontrado horas depois, abandonado em Guaratiba, também na Zona Oeste. O carro possuía seteiras nas janelas, buracos usados para encaixe de armas e realização dos disparos sem precisar abrir os vidros.
Durante a fuga, os criminosos sequestraram uma mulher que dirigia outro carro e a obrigaram a levá-los até Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A vítima foi liberada às margens da Rodovia Presidente Dutra, onde os autores do ataque foram resgatados por um comparsa.
A Polícia Civil já identificou quatro envolvidos no atentado:
– Deivyd Bruno Nogueira Vieira, o Piloto – preso
– Luiz César da Cunha, policial militar da ativa, lotado no 15º BPM (Duque de Caxias) – preso
– Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira – foragido
– Adriano Carvalho de Araújo – foragido
Passo a passo
A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) reconstruiu em detalhes o passo a passo do crime e da fuga. Veja:
Atentado – Na tarde de 11 de julho, Vinícius Drummond teve seu carro alvejado com mais de 30 tiros, na Avenida Lúcio Costa, na Barra, quando saia da academia. Ele conseguiu escapar sem ferimentos graves.
Fuga inicial – Após o ataque, os dois carros usados pelos criminosos seguiram em alta velocidade pela Avenida das Américas e acessaram rotas distintas. Um dos veículos foi abandonado em Guaratiba, com um pneu estourado; o outro seguiu até Duque de Caxias.
Sequestro – Em Guaratiba, ao deixarem o carro, os criminosos renderam uma mulher e a obrigaram a transportá-los até Nova Iguaçu.
Resgate e dispersão – Eles desceram às margens da Via Dutra, onde um comparsa os aguardava em um carro clonado, dando sequência à fuga.
Presos e procurados

O ex-PM Deiyvid Bruno Nogueira, o Piloto, foi preso no dia 19 deste mês, em Nova Iguaçu. Ele estava com uma pistola 9mm. Segundo os agentes, o suspeito foi expulso da corporação em 2024 após uma investigação comprovar seu envolvimento nos crimes de receptação de carros roubados e tráfico de drogas.
Já o PM da ativa Luiz César da Cunha, lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), se entregou na segunda-feira (21), na sede da DHC, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
São procurados Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, Adriano Carvalho de Araújo. Ainda conforme a Polícia Civil, Deiyvid e Rafael fazem parte de um milícia que atua em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e também são investigados pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, no Centro do Rio, no ano passado.
Cachoeira foi preso em 2022 por três crimes: participação em sequestro, organização paramilitar e uso de arma de fogo de uso restrito. Conforme a Polícia Civil, a vítima do sequestro era ligada ao comércio de cigarros.






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