Carro abre porta de repente no sinal e jovem de 22 anos morre ao ser arremessada de mototáxi na batida em SP

Caso reacende debate sobre legalidade dos mototáxis por aplicativo

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Uma jovem de 22 anos morreu na noite do último sábado, 24 de maio, após sofrer um grave acidente enquanto era transportada por uma moto de aplicativo na região central de São Paulo. A informação é do boletim de ocorrência e de relatos preliminares sobre o caso. A passageira, Larissa Barros Máximo Torres, foi arremessada da motocicleta após a colisão com a porta de um carro e acabou atropelada por outro veículo na Avenida Tiradentes, no bairro do Bom Retiro.

O acidente ocorreu por volta das 23h30. Segundo o motorista do carro envolvido, que também prestava serviço por aplicativo, um dos passageiros que transportava abriu a porta do lado do corredor de motos enquanto o veículo estava parado no semáforo. A moto, que trafegava pela faixa entre os carros, colidiu com a porta aberta, arremessando o condutor e a passageira ao solo. Na queda, Larissa foi atingida por outro carro que trafegava pela via.

Larissa chegou a ser socorrida e levada ao Hospital da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos. O motociclista também ficou ferido e foi encaminhado ao Pronto Socorro Santana, onde permanece em observação. A jovem, que morava em Guarulhos, na Grande São Paulo, trabalhava como supervisora comercial em uma empresa de finanças, era formada em marketing e cursava engenharia de produção. Seu corpo foi sepultado em clima de grande emoção no Cemitério Primavera 1.

O caso está sendo investigado pelo 2º Distrito Policial (Bom Retiro), que instaurou inquérito e realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do acidente. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou a apuração em andamento.

A plataforma 99, responsável pelo serviço utilizado por Larissa, informou que está oferecendo suporte integral às famílias envolvidas. “A empresa se solidariza com os familiares e esclarece que está acompanhando de perto o caso, oferecendo cobertura pelo seguro, apoio psicológico e auxílio-funeral. Além disso, segue à disposição das autoridades para contribuir com as investigações”, declarou a empresa por meio de nota oficial.

O episódio reacende o debate sobre a operação dos mototáxis por aplicativo na capital paulista. Embora proibido por decreto municipal desde janeiro de 2023, o serviço continua sendo prestado amparado por decisões judiciais. Em 16 de maio, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a proibição, mas determinou um prazo de 90 dias para que a prefeitura regulamente a atividade.

A 99 argumenta que opera dentro da legalidade, amparada por decisão liminar, enquanto aguarda nova manifestação judicial. A Prefeitura, por sua vez, recorre da decisão que autorizou a continuidade do serviço, sustentando que ele representa risco à segurança dos passageiros.

O trágico acidente envolvendo Larissa Torres, além da dor irreparável à família, deve impulsionar novamente o debate sobre a regulamentação do transporte de passageiros por motocicleta, que hoje permanece em um limbo jurídico e com sérias implicações para a segurança urbana.

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