CARREATA DA MORTE DE BOLSONARO PERCORRE ZONA SUL DO RIO

Pelo segundo dia seguido, a carreata da morte, promovida por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, percorreu bairros da Zona Sul do Rio neste sábado. A concentração dos manifestantes começou no Aterro do Flamengo com cerca de 20 veículos. Alguns deles deixaram os veículos e fizeram vídeos em suas redes sociais para chamar a apoiadores. Negacionistas,…

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Pelo segundo dia seguido, a carreata da morte, promovida por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, percorreu bairros da Zona Sul do Rio neste sábado. A concentração dos manifestantes começou no Aterro do Flamengo com cerca de 20 veículos. Alguns deles deixaram os veículos e fizeram vídeos em suas redes sociais para chamar a apoiadores. Negacionistas, conclamavam a população a voltar ao trabalho e os comerciantes a reabrirem seus negócios. Com grau perturbador de afronta à ciência, movidos por ódio patológico, alguns negavam a existência da própria covid-19, atribuindo o que consideram histeria à Rede Globo. Um espetáculo lamentável de alienação de parte da sociedade brasileira, contaminada pelos atos e exemplos de um ensandecido Jair Bolsonaro.

Contrariando a quarentena na cidade e as recomendações da organização Mundial da Saúde (OMS), os manifestantes pediam o fim do isolamento social daqueles que podem ficar em casa e a reabertura do comércio. Também criticavam o governador do Rio, Wilson Witzel, que determinou a quarentena até o final de abril.

Por causa da carreata, o trânsito teve de ser interditado na Avenida Infante Dom Henrique, na altura do Monumento aos Pracinhas, no Centro, e causou lentidão na orla da Zona Sul. A manifestação seguiu por Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon no início da tarde deste sábado. Em todo o trajeto da carreata, guardas municipais e policiais militares acompanharam os manifestantes.

Pelas redes sociais, os manifestantes também marcaram carreata na Barra da Tijuca, com concentração na tarde deste sábado.

A Justiça do Rio já havia proibido, no fim de março, a realização de carreatas pelo estado, com previsão de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Na ocasião, a juíza Lívia Bechara de Castro aceitou um pedido do Ministério Público do Rio para suspender o movimento, por considerar que as carreatas afrontariam decretos estaduais e municipais destinados a assegurar o distanciamento social e a redução do fluxo de pessoas pela cidade, de forma a reduzir a velocidade de contágio do novo coronavírus.

O MP do Rio voltou a se manifestar nesta semana pedindo que a Justiça suspenda novas carreatas programadas para o fim de semana, em municípios como Niterói. Os organizadores do movimento pedem a reabertura do comércio e o fim do isolamento social daqueles que podem ficar em casa, contrariando orientações da OMS, que tem reforçado a importância do distanciamento no combate ao Covid-19 para evitar a saturação da rede hospitalar dos países.

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