Carnaval pode agravar surto de mpox no Brasil, alertam especialistas; Rio está em alerta

No Rio, ao longo da última semana de dezembro, houve 11 confirmações de diagnósticos em toda a cidade

A festa mais popular do Brasil pode se tornar um risco para a saúde pública, segundo especialistas que acompanham o surto de mpox, uma doença infecciosa transmitida por contato com animais ou pessoas infectadas. A mpox, também conhecida como varíola dos macacos, foi detectada pela primeira vez no país em junho de 2022 e desde então tem se espalhado por diversas regiões, especialmente nas grandes cidades.

De acordo com o último boletim epidemiológico, o Brasil registrou 1.234 casos confirmados e 37 óbitos por mpox em 2023, sendo que a maioria dos casos ocorreu nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo. Embora os números sejam inferiores aos da epidemia de 2022, que teve 3.567 casos e 121 mortes, os especialistas alertam que a situação pode se agravar com o aumento da circulação de pessoas e do contato físico durante o carnaval.

No Rio, ao longo da última semana de dezembro, houve 11 confirmações de diagnósticos em toda a cidade.

“É uma doença que merece muita atenção. Vamos ter, sim, aumento de casos sempre que houver turistas circulando. É preciso lembrar que, para esse tipo de doença, onze casos em uma semana é muita coisa, justamente por ela ter um potencial de disseminação muito alto”, afirma Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

A mpox é causada por um vírus que provoca febre, dor de cabeça, mal-estar e erupções na pele que podem evoluir para feridas. A doença não tem tratamento específico e pode ser fatal em até 10% dos casos. A prevenção se baseia na higiene pessoal, no uso de máscaras e luvas e na vacinação contra a varíola, que oferece proteção parcial contra a mpox.

Os especialistas recomendam que as pessoas que pretendem viajar ou participar do carnaval se vacinem com antecedência e evitem o contato com animais silvestres ou domésticos que possam estar infectados. Além disso, orientam que as pessoas que apresentem sintomas suspeitos procurem imediatamente um serviço de saúde e informem o histórico de exposição.

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