Carioca desaparece na Bélgica após suposta proposta de emprego: ‘Suspeita de tráfico’

Polícia Civil e Itamaraty acompanham o caso; último contato foi na quinta-feira (11)

A carioca Larissa Hellen da Silva, de 28 anos, está desaparecida desde que viajou para a Bélgica após receber uma suposta proposta de trabalho. O último contato com a família aconteceu na quinta-feira (11). Os parentes acreditam que ela possa ter sido vítima de sequestro e tráfico de pessoas. A Polícia Civil investiga o caso.

“Ela viajou para a Bélgica após receber um convite de uma amiga para uma suposta oportunidade de trabalho, mas desde então perdemos contato. Temos fortes suspeitas de que ela foi vítima de tráfico de pessoas”, escreveu a irmã da brasileira, Katlyn Silva, nas redes sociais. A postagem viralizou e chegou em quase duas mil pessoas na internet.

Natural do Rio de Janeiro, Larissa morava e Minas Gerais há quatro anos e não comunicou a família sua decisão de viajar para a Bélgica. Segundo a irmã, a brasileira teria embarcado em um voo no dia 1° desse mês, e chegado no país no dia 2, sem dar mais detalhes sobre o que faria lá, somente falando que uma amiga ofereceu um oportunidade de emprego.

Na quinta, quando fez um último contato com uma prima, informou que estava passando fome e sede, pedindo que alguém fosse buscá-la.

Pedido de dinheiro e suspeita de golpe

Segundo a família, em seguida, o celular usado por Larissa para se comunicar passou a ser controlado pela suposta amiga que teria feito o convite para a viagem. Essa pessoa teria pedido dinheiro, alegando que seria usado para comprar a passagem de volta da brasileira.

“Ela entrou em contato pedindo dinheiro para mandar minha irmã de volta para o Brasil, pois minha irmã não estava bem. Minha mãe comprou a passagem. E depois ela pediu dinheiro do carro de aplicativo para levar a Larissa ao aeroporto. Enviamos o valor, cerca de R$500, e ela afirmou que tinha levado minha irmã para embarcar, mas minha minha irmã não pegou avião nenhum pois não fez check-in”, detalha ao Agenda do Poder.

Katlyn procurou a 35ª DP (Campo Grande) para registrar o caso. No local, ela disse que os agentes informaram se tratar de um grupo golpista.

“Inclusive, ao tentar fazer um Pix, minha tia descobriu que uma das contas usadas estava ligada a golpes. Mesmo assim, em seguida, ela enviou dinheiro para outra pessoa indicada pela suposta amiga. Desde então, não temos mais notícias. Minha irmã não atende, não responde, e acreditamos que esteja sendo mantida em cárcere privado, sem acesso ao celular”, se desespera a familiar.

Investigações no Brasil e na Bélgica

O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) e encaminhado à Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), que dá prosseguimento às investigações. “Diligências estão em andamento para localizá-la”, disse a Polícia Civil.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Bruxelas, informou que presta assistência consular aos familiares da nacional brasileira.

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