A greve de professores e servidores do Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (CAP-Uerj) completou 78 dias nesta terça-feira (10) e continua sem previsão de término. Com a paralisação, iniciada em 25 de março e ampliada em 9 de abril com a adesão dos funcionários técnico-administrativos, a maior parte dos estudantes permanece fora das salas de aula.
Apenas os alunos do 3º ano do ensino médio, que se preparam para prestar vestibular, seguem com atividades. Os demais aguardam uma solução para o impasse entre os profissionais da universidade e o Governo do Estado.
Entre as principais reivindicações dos grevistas estão a recomposição salarial, a retomada do adicional por tempo de serviço, a implementação de um plano de carreira e o aumento do orçamento destinado à Uerj. Apesar de reuniões realizadas nas últimas semanas, ainda não houve acordo definitivo para encerrar a paralisação.
Pais e alunos têm manifestado preocupação com os efeitos da paralisação no calendário letivo e na continuidade do aprendizado, já que a maioria dos estudantes está sem aulas há quase três meses.
A mobilização também é visível na porta da escola, onde boa parte dos portões permanece fechada. Cartazes espalhados pela unidade cobram uma solução para a greve e o retorno das atividades. Em abril, quando a greve completou 50 dias, famílias chegaram protestar no local.
A universidade informou que ainda não definiu um novo cronograma escolar, mas afirmou que as aulas serão repostas após o término da greve.
Em nota, o Governo do Estado informou que analisa as demandas apresentadas pelas categorias dentro dos limites da responsabilidade fiscal. Segundo o Executivo, eventuais avanços dependem de fatores como a adesão ao programa federal de renegociação das dívidas estaduais e da definição sobre a distribuição dos royalties do petróleo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto as negociações seguem sem acordo, a paralisação continua sem previsão para terminar.
*Com informações da TV Globo.






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