Uerj e CAp-Uerj mantêm obrigatoriedade de máscaras em suas dependências, mesmo com decreto municipal liberando

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) anunciou nesta terça-feira que manterá a obrigatoriedade do uso de máscaras nas dependências de todas as unidades da instituição apesar de a Prefeitura do Rio de Janeiro ter abolido a utilização na última segunda-feira. A posição da Uerj é semelhante à adotada pela Universidade Federal do…

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) anunciou nesta terça-feira que manterá a obrigatoriedade do uso de máscaras nas dependências de todas as unidades da instituição apesar de a Prefeitura do Rio de Janeiro ter abolido a utilização na última segunda-feira. A posição da Uerj é semelhante à adotada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que divulgou nota técnica mantendo a obrigatoriedade do uso da proteção nos seus campi.

A decisão da Uerj vai na contramão das orientações da Secretaria de Saúde do estado. Procurada na segunda-feira, a pasta afirmou que os órgãos estaduais presentes no município do Rio acompanhariam o decreto sobre as máscaras da prefeitura. Mas a Uerj decidiu manter a exigência.

Na nota divulgada pela Uerj, a reitoria informou que a decisão está respaldada na recomendação da Comissão para Avaliação Planejamento e Implementação das Ações Necessárias ao Retorno Presencial no âmbito da universidade. Além disso, a medida é extensiva ao Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP/Uerj), pois a administração entende que a vacinação no público infantil progride com lentidão em diversos municípios.

Pais de alunos do CAp-Uerj elogiam

Pais de alunos do CAp-Uerj elogiaram a decisão da direção da instituição de ensino e consideraram o decreto “precoce” em relação à pandemia.

— A decisão foi de precaução. Eu não deixaria o Bento ir para escola sem a máscara independente da decisão do Cap/Uerj, mas a direção acertou. Foi de muita cautela — afirmou Gonçalves, de 38 anos, quando foi interrompido pelo filho, de 8, aluno do colégio, já vacinado com a primeira dose: — Ele não deixa eu ir em lugar nenhum sem máscara!

Outra favorável à decisão da escola foi Tatiany Gomes, de 40 anos, que tem três filhos matriculados no CAp-Uerj, todos imunizados com a primeira dose:

— Liberar o uso de máscaras assim é muito precoce, principalmente nas escolas. Tem muita criança, elas brincam, ficam muito tempo juntas, é importante fazer o possível para protegê-las.

— A decisão de manter a obrigatoriedade do uso de máscaras foi tomada em consideração aos alunos que ainda não foram incluídos na vacinação. Temos muitas crianças menos de 5 anos que ainda não puderam se imunizar e outras que ainda não tomaram a segunda dose — declarou Thiago Almeida, diretor da CAp-Uerj há dois anos. Ele assumiu o cargo semanas antes do início da pandemia.

O CAp-Uerj é um instituto que tem como objetivo abrigar os graduandos de licenciatura da Uerj. O ensino é semi integral e abriga alunos do fundamental 1 ao Ensino Médio. Segundo Almeida, a cobertura vacinal dentro da escola é de quase 100%, com exceção para os alunos com síndromes não indicadas para a imunização.

PUC-Rio

Outra instituição de ensino superior, porém particular, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) também optou por manter uma recomendação ao uso de máscara no campus, mesmo após o decreto, como forma de, segundo nota divulgada pela instituição, manter a “autoproteção e cuidado com o próximo”.

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