Greve em universidades paralisa aulas na USP, Uerj e mais 50 federais no país

Paralisações afetam aulas, bandejões e serviços essenciais em instituições públicas

As principais universidades públicas do Rio de Janeiro e de São Paulo, além de dezenas de instituições federais, enfrentam uma onda de greves que já impacta diretamente a rotina acadêmica. A suspensão de aulas e a interrupção de serviços essenciais, como restaurantes universitários, atingem milhares de estudantes em diferentes regiões do país.

Ao todo, mais de 915 mil universitários são afetados pelas paralisações, número que representa quase metade de todo o ensino superior público brasileiro. As mobilizações envolvem técnicos administrativos, professores e estudantes, que reivindicam melhorias salariais, estruturais e orçamentárias.

Greve Na Usp Afeta Aulas E Serviços

Na Universidade de São Paulo, a paralisação mais recente foi iniciada por técnicos administrativos após decisão do Conselho Universitário de criar um bônus de R$ 4,5 mil para docentes envolvidos em projetos estratégicos. A medida gerou insatisfação entre servidores, que alegam desvalorização da categoria.

Entre as reivindicações estão o reajuste salarial com incorporação de R$ 1,6 mil aos vencimentos e o fim da compensação de horas em períodos como feriados prolongados e recessos. Estudantes também aderiram ao movimento, pedindo aumento nas bolsas e melhorias nos restaurantes universitários.

Com a adesão à greve, diversas atividades foram suspensas. Em algumas unidades, como a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, estudantes organizaram piquetes e bloquearam acessos para impedir a realização de aulas.

O reitor da USP afirmou que o bônus busca valorizar a carreira docente e ampliar a excelência acadêmica. Segundo ele, a iniciativa também tem como objetivo reter talentos e incentivar projetos estratégicos para a universidade.

Apesar disso, a reitoria ainda não se posicionou oficialmente sobre a greve dos técnicos. Em nota nas redes sociais, a instituição informou apenas que mantém diálogo com estudantes e reafirma compromisso com negociações.

Uerj Também Enfrenta Paralisação

No Rio de Janeiro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro também está com atividades suspensas desde o fim de março. Professores e técnicos aderiram à greve com pautas semelhantes às da USP, incluindo recomposição salarial e questões orçamentárias.

Representantes da universidade, trabalhadores e estudantes participaram de reunião com o governo estadual. O encontro resultou na promessa de análise das demandas e na marcação de uma nova rodada de negociações.

Universidades Federais Ampliam Movimento

A greve também se espalhou pela rede federal de ensino superior. Segundo entidades sindicais, 51 instituições estão com atividades paralisadas, incluindo universidades importantes em diferentes estados.

Os trabalhadores afirmam que acordos firmados após a greve de 2024 não foram cumpridos, o que motivou a nova mobilização. A falta de resposta oficial por parte do governo federal intensifica o impasse.

Com a paralisação, serviços administrativos foram interrompidos e a liberação de bolsas estudantis sofreu atrasos. Em algumas universidades, os restaurantes universitários também deixaram de funcionar, agravando a situação de alunos que dependem desses serviços.

Impacto Nacional E Incertezas

A dimensão das greves evidencia um cenário de crise no ensino superior público brasileiro. A paralisação simultânea em diferentes estados amplia os impactos e levanta preocupações sobre o calendário acadêmico e a permanência estudantil.

Enquanto negociações seguem em andamento, estudantes e servidores aguardam respostas concretas que possam encerrar o movimento e restabelecer a normalidade nas universidades.

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