Canella promete revelar os bastidores da decisão de se candidatar ao governo, em entrevista ao Jogo do Poder

Em conversa com jornalistas, Canella admite publicamente a candidatura, ressalvando que Rodrigo Bacellar tem a preferência no União Brasil “desde que efetivamente seja candidato”

Depois de ter sido lançado candidato ao governo do estado, o prefeito Márcio Canella, de Belford Roxo, vai conceder sua primeira entrevista para explicar um pouco mais de seu projeto eleitoral. Será no Jogo do Poder, da Rede CNT de Televisão. A gravação será nesta quinta-feira e o programa será exibido no próximo domingo, às 23h20m, pela Rede CNT de Televisão.

Após o recuo de Flávio Bolsonaro no apoio à candidatura de Rodrigo Bacellar, o União Brasil passou a testar o nome do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Eleito em 2024 com 62,9% dos votos, Canella exibe índices expressivos de aprovação popular: segundo pesquisa Quaest, 91% dos moradores acreditam que a cidade “está no rumo certo” e 86% avaliam positivamente sua gestão.

Em conversa com jornalistas, Canella admite publicamente a candidatura, ressalvando que Rodrigo Bacellar tem a preferência no União Brasil “desde que efetivamente seja candidato”.

Aliado do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e próximo a Washington Reis, Canella desponta como alternativa viável para a disputa de 2026, principalmente por sua base consolidada na Baixada Fluminense, reduto estratégico em qualquer eleição estadual.

PP mira em Rodolfo Landim

Do outro lado da federação, o PP avalia lançar o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que comandou o clube entre 2019 e 2024, período marcado por conquistas expressivas, incluindo duas Libertadores da América (2019 e 2022). Landim traz a força da visibilidade adquirida nos gramados, atributo que pode atrair eleitores além do campo político tradicional.

O impasse da federação

A União Progressista, que já nasce como uma das maiores forças políticas do país, com as maiores bancadas na Câmara e no Senado, ainda aguarda a homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela legislação, federações partidárias precisam manter atuação unificada por, no mínimo, quatro anos — o que obriga União Brasil e PP a convergir em torno de apenas um candidato ao governo do Rio em 2026.

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