Até o fim da noite de ontem (7), o governo ainda não tinha votos suficientes entre deputados para o colocar em votação em segundo turna a PEC do calote dos precatórios. E também não tinha apoio suficiente no STF para derrubar a liminar da ministra Rosa Weber que proibiu as emendas de relator, por meio das quais o governo está cooptando apoio de parlamentares à PEC que ajuda Bolsonaro a se reeleger.
Segundo nota da coluna Painel, da Folha, a expectativa na Câmara é a de que nada aconteça antes do julgamento virtual do STF sobre o tema, que começa na madrugada desta terça (9) e vai até o fim da noite no mesmo dia.
Isto deve obrigar a Câmara a adiar a votação do segundo turno, que havia agendado para amanhã.
O PDT marcou para 12h de terça reunião entre a executiva nacional e sua bancada de parlamentes. “A possibilidade de reverter os votos é bem provável”, afirma Carlos Lupi, presidente da legenda.
A maioria da bancada do PDT votou a favor de Bolsonaro no primeiro turno do exame da PEC em plenário.
Na conta da Câmara, os ministros Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski precisam votar a favor dos políticos para que eles consigam de volta as emendas tão cobiçadas. A avaliação dos parlamentares é de que o STF está dividido.
O julgamento virtual só não terminará até 23h59 da terça se alguém pedir vista ou destaque (o que levaria para o plenário físico).
Como a corte está com dez ministros, há ainda chance de empate. Se isso acontecer, há interpretação de que esse resultado favorece a distribuição de emendas de rfelator pois, segundo a lei, seria necessária maioria para que a liminar de Rosa Weber seja mantida.






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