Os vereadores da Câmara do Rio começam a discutir nesta terça-feira (20) a proposta de orçamento da prefeitura que prevê receitas de R$ 55,218 bilhões para 2027. O texto estabelece a distribuição dos recursos municipais para o próximo ano e chega à primeira discussão em plenário, ainda podendo receber emendas.
A proposta precisa passar pela Casa para definir como a verba municipal será utilizada pelo Executivo carioca em cada área no ano que vem. Enviado pela prefeitura, o Projeto de Lei 2679/2026 prevê R$ 5,266 bilhões em investimentos. Desse total, cerca de 63% vão para urbanismo e transportes, com R$ 2,253 bilhões e R$ 1,085 bilhão, respectivamente.
Também estão incluídos R$ 272,6 milhões em investimentos na educação, R$ 83,49 milhões na saúde e R$ 33,24 milhões na segurança pública. Esses valores não representam o orçamento completo de cada setor, que inclui outras despesas, como salários, serviços e manutenção.
A maior parte do orçamento, porém, será destinada às despesas correntes, que sustentam o funcionamento da administração e dos serviços municipais. São R$ 47,940 bilhões, equivalentes a 86,9% do total.
Só os gastos com pessoal e encargos sociais estão estimados em R$ 28,205 bilhões, pouco mais da metade do orçamento. Outros R$ 18,638 bilhões estão previstos para despesas correntes de manutenção e operação das atividades municipais, além de R$ 1,097 bilhão para juros e encargos da dívida.
As despesas de capital somam R$ 7,193 bilhões, montante que inclui os investimentos. A proposta também prevê uma reserva de contingência de R$ 85 milhões para atender riscos fiscais e situações previstas na legislação.
Na divisão geral, R$ 41,299 bilhões integram o Orçamento Fiscal, que reúne atividades da administração municipal. Os R$ 13,919 bilhões restantes compõem o Orçamento da Seguridade Social, relacionado à saúde, à previdência e à assistência social.
Na mensagem encaminhada à Câmara, a prefeitura informa que arrecadou R$ 46,535 bilhões em 2025, alta de 2% sobre o ano anterior. O resultado combinou um aumento de R$ 2,625 bilhões nas receitas correntes com uma queda de R$ 1,721 bilhão nas receitas de capital.
Durante a tramitação, os vereadores poderão apresentar emendas para alterar a proposta. O texto ainda precisa concluir as votações na Câmara antes de seguir para sanção do prefeito.







Deixe um comentário