A Câmara do Rio aprovou, nesta quarta-feira (29), a concessão do título de cidadã honorária do município à cantora colombiana Shakira. A proposta, de autoria do vereador Cesar Maia (PSD), foi votada em sessões consecutivas, garantindo, numa só tacada, a aprovação da homenagem antes do show da artista em Copacabana, marcado para o próximo sábado (2).
O projeto também conta com coautoria de outros vereadores e de comissões da Casa, incluindo do presidente Carlo Caiado (PSD). A tramitação acelerada — com a calmaria que apenas uma sessão extraordinária de quarta-feira poderia possibilitar — permitiu que a honraria fosse chancelada ainda nesta semana, às vésperas da apresentação gratuita.
“Shakira construiu uma relação muito especial com o Rio ao longo de mais de 30 anos de carreira, com apresentações marcantes e um carinho explícito pela cidade e pelo público carioca. Suas próprias palavras mostram isso, ao dizer que Copacabana é como um ‘altar do mundo’ e até brincar que já se sente carioca”, sublinhou Carlo Caiado.
Em entrevista recente à TV Globo, a colombiana de Barranquilla chegou a brincar com essa conexão apontada pelo parlamentar. “Eu sou carioca. Tenho sotaque carioca, né?”, disse Shakira, em português.
O show da Shakira é parte do projeto Todo Mundo no Rio, que promove megashows com artistas internacionais na praia de Copacabana e já contou com apresentações de Madonna e Lady Gaga nos anos anteriores.
O evento contará com um palco gigantesco montado na orla — considerada o maior já montado na praia da Zona Sul. Com 1.500 metros quadrados, a estrutura é projetada para ficar mais próxima do público. Para efeito de comparação, o palco de Madonna ocupou 812 m², enquanto o de Gaga teve 1.260 m². A expectativa é que 2 milhões de pessoas acompanhem o show, previsto para começar às 21h45.
Segundo estimativas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Riotur, a apresentação deve turbinar os cofres da cidade, podendo gerar um impacto econômico de até R$ 800 milhões. O montante reflete o aquecimento dos setores de hotelaria, transporte e alimentação, com a capital registrando ocupação máxima em diversos pontos da Zona Sul.






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