Sete brasileiros, a maioria jogadores e equipe técnica do time do Al-Merreikh, clube de futebol no Sudão, chegaram ao Rio, na manhã desta sexta-feira (28). Eles saíram do país, que está mergulhado em um conflito armado entre o exército e grupos paramilitares.
“Foram dias de medo, de angústia. Mas, graças a Deus, foi tudo certo. Estou bastante cansado, exausto. A luta ainda não acabou. Ainda tem 3 meninos lá. A gente está em contato direto para que o Itamaraty faça alguma coisa por eles, já que não fez por nós. Lá começou muito pesado e ainda continua. Mas conseguimos sair de lá pelos nossos próprios meios”, afirmou o jogador Paulo Sérgio, ao desembarcar no aeroporto Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Desde o início da manhã, familiares dos brasileiros aguardavam pela chegada no saguão do Galeão. “A gente viu a demora para chegar e depois a dificuldade para sair. A gente estava com as mãos atadas. Estávamos sem saber o que fazer. Estávamos em oração para que ele saísse daquele inferno.”, Leandro Barranco Ferreira, sobrinho do técnico Heron Ferreira.
Os atletas saíram do Sudão em um micro-ônibus fretado pelo time, depois do campeonato do país ser interrompido por causa dos confrontos e bombas. Eles aproveitaram um cessar-fogo de 72 horas.
“Quando a gente acompanha pela TV é uma coisa, quando a gente passa, efetivamente, esses problemas na pele é outra situação. Uma coisa que eu preciso dizer é que o Itamaraty precisa se preparar mais. Por trás disso já vidas e famílias que sofrem e choram e pedem socorro sem serem ouvidas por ninguém”, afirmou Itamar Rodrigues da Silva, treinador de goleiros.
Com informações do g1.
Leia mais:





