Quinze brasileiros conseguem fugir da guerra civil do Sudão de ônibus, pela fronteira com o Egito

Dez brasileiros que saíram no domingo de Cartum, capital do Sudão, atravessaram a fronteira e entraram ontem no Egito, informou o governo brasileiro. Tratam-se de nove jogadores e membros da comissão técnica do time de futebol AlMerrick e de uma servidora do Itamaraty, que estavam na capital sudanesa em meio ao conflito iniciado no dia…

Dez brasileiros que saíram no domingo de Cartum, capital do Sudão, atravessaram a fronteira e entraram ontem no Egito, informou o governo brasileiro. Tratam-se de nove jogadores e membros da comissão técnica do time de futebol AlMerrick e de uma servidora do Itamaraty, que estavam na capital sudanesa em meio ao conflito iniciado no dia 16.

O grupo saiu de Cartum para o Egito em um ônibus fornecido pelo clube e percorreu cerca de mil quilômetros até a fronteira. O Itamaraty afirma que está em contato com eles e todos receberão assistência na cidade egípcia de Assuã, onde estão servidores da embaixada brasileira no Cairo.

Um dos jogadores da comitiva, Paulo Sérgio Luiz de Souza,

criticou o Itamaraty ontem em entrevista à TV Globo. Desde o dia 16, quando o conflito começou, ele tentava sair da capital sudanesa. “Não tivemos, em nenhum momento, a ajuda do Itamaraty”, declarou.

O Ministério de Relações Exteriores informou que tem mantido contato com outros países que também têm cidadãos no Sudão para ações coordenadas de retirada, mas necessitava de condições de segurança para isso.

França, Reino Unido e EUA conseguiram retirar no domingo seus funcionários e parentes da embaixada, mas por meio de operações complexas com grande aparato de segurança.

A União Europeia informou que mais de mil cidadãos foram retirados do país. A China e outros países árabes também retiraram centenas de pessoas que viviam no Sudão.

De acordo com o Itamaraty, havia 16 brasileiros em Cartum no início do conflito. Contando com o grupo que chegou ao Egito, 15 brasileiros deixaram a capital, entre eles três crianças que estavam com o pai e foram transportadas em um comboio da ONU. A outra é uma médica vinculada à ONG Médico Sem Fronteiras, que saiu no programa de retirada planejado pela organização.

O único brasileiro que permanece na capital não conseguiu se juntar ao ônibus do Al-Merrick por falta de segurança para chegar ao ponto de partida.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse ontem que os generais que se enfrentam no Sudão concordaram em firmar um cessar-fogo de três dias a partir de hoje, mas o anúncio é visto com desconfiança após as três tentativas fracassadas.

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