Brasileiro reservista do Exército de Israel morre em Gaza em caso suspeito de fogo amigo

Ariel Lubliner, de 34 anos, teria sido atingido acidentalmente por um companheiro de tropas durante operação militar

O brasileiro Ariel Lubliner, sargento de primeira classe da reserva do Exército de Israel, morreu neste sábado (30) durante operações no sul da Faixa de Gaza, segundo confirmaram autoridades israelenses. As primeiras informações apontam que ele pode ter sido vítima de um disparo acidental feito por outro soldado, em um episódio classificado como possível caso de “fogo amigo”.

Com sua morte, Lubliner se tornou o 900º militar israelense morto desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deflagraram a atual guerra no enclave palestino.

Investigação em andamento

As circunstâncias ainda estão sendo apuradas. O jornal Times of Israel relatou que uma investigação preliminar apontou que o reservista foi atingido quando outro militar disparou acidentalmente contra o comboio logístico em que ele estava. Já o Haaretz acrescentou que o tiro teria partido de um soldado posicionado em um posto de guarda.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, lamentou a morte e destacou que Lubliner havia imigrado por amor ao país. “Desde o dia em que foi convocado, trabalhou devotadamente para defender Israel. Que sua memória seja abençoada”, escreveu em rede social.

Vida pessoal e família

Ariel Lubliner tinha 34 anos, morava na cidade de Kiryat Bialik, era casado e pai de um bebê de nove meses. Segundo relatos da imprensa local, a família planejava viajar ao Brasil após o fim do período de mobilização. A organização StandWithUs Brasil publicou uma nota de pesar, destacando o envolvimento do brasileiro na comunidade judaica e sua dedicação à família.

Contexto da guerra

Enquanto o caso é investigado, o conflito em Gaza segue em escalada. Na sexta-feira (29), sete soldados israelenses ficaram feridos quando o blindado em que estavam passou por cima de um explosivo em Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou a ofensiva para avançar sobre a Cidade de Gaza, apesar da pressão de famílias de reféns.

Desde o início da guerra, mais de 63 mil palestinos foram mortos na Faixa de Gaza, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde local, considerados confiáveis pela ONU. Do lado israelense, o Hamas matou cerca de 1,2 mil pessoas e sequestrou 251 em outubro de 2023, sendo que cerca de vinte reféns ainda estariam vivos.

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