Bombeiros controlam incêndio na Ceasa após mais de dez horas de combate; local segue em rescaldo

Chamas foram contidas na tarde desta quarta-feira (3) após incêndio que atingiu quase 30 lojas no centro de abastecimento às 1h30 da madrugada

O Corpo de Bombeiros informou, na tarde desta quarta-feira (3), que o incêndio de grandes proporções na Ceasa, em Irajá, está controlado após mais de dez horas de combate às chamas. As equipes agora atuam na fase de rescaldo. O fogo começou por volta de 1h30 da madrugada e atingiu ao menos 28 lojas no pavilhão 43, sem registro de feridos.

Segundo a corporação, não há risco de propagação do fogo. A operação mobilizou cerca de 110 militares, 31 viaturas e um drone com câmera térmica, utilizado para identificar pontos de calor dentro da estrutura.

Durante o trabalho de combate, quatro bombeiros chegaram a passar mal por exaustão e precisaram de atendimento médico. Eles foram atendidos e liberados em seguida. 

A operação também contou com apoio de caminhões-pipa da Águas do Rio, que ajudaram a combater as chamas. Agentes da CET-Rio, da Comlurb e da Guarda Municipal atuaram no entorno para organizar o trânsito e auxiliar na limpeza. O funcionamento geral da Ceasa foi mantido, e o fluxo de veículos segue normalizado.

Estruturas interditadas e danos ainda incalculáveis

O incêndio comprometeu parte dos pavilhões 43 e 44, que permanecem interditados. Uma área do pavilhão 42 também está isolada. A administração da Ceasa estima prejuízos de grande magnitude, ainda sem cálculo final.

O fogo começou em uma loja de alimentos e avançou rapidamente para estabelecimentos vizinhos que armazenavam plásticos, papéis, bebidas e outros materiais altamente inflamáveis, o que favoreceu a propagação das chamas.

A perícia da Polícia Civil será realizada após o fim do trabalho dos bombeiros. Lojistas relatam a possibilidade de um curto-circuito ter iniciado o incêndio.

Paes descarta desabastecimento

O prefeito Eduardo Paes (PSD) esteve no local e afirmou que o episódio não deve afetar o abastecimento de alimentos na cidade.

“Não terá risco de desabastecimento. Já conversei com os comerciantes e com a associação. A grande parte dos galpões é de grandes distribuidoras que têm outras bases, e isso dá um conforto”, disse Paes.

O prefeito também fez críticas às condições de armazenagem no entreposto e disse que não pretende conceder subsídios num primeiro momento.

“A maioria dos boxes que se incendiaram são de grandes empresas que têm outros boxes aqui. É preciso alertar: não dá para ficar bombeiro aqui de ‘babá de marmanjo’.Acho que os comerciantes têm que ter responsabilidade para evitar que esse tipo de coisa aconteça”, afirmou, completando: “Isso aqui é um equipamento do estado. O que podemos é colaborar. Conversei com a associação e vamos ver como será cada caso”.

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