O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro afirmou neste domingo (15) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, apresenta inchaço causado pelos antibióticos usados no tratamento de uma broncopneumonia. Segundo ele, o ex-chefe do Executivo também está “irritado diante de tudo o que está acontecendo”.
Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília. O ex-presidente foi transferido para a unidade na sexta-feira após ser diagnosticado com a infecção pulmonar.
De acordo com o filho, o estado emocional do pai reflete o momento delicado vivido por ele. Carlos fez as declarações em uma rede social, após conversar com a equipe médica responsável pelo atendimento.
Filho relata preocupação com quadro de saúde
Na publicação, Carlos Bolsonaro afirmou que o corpo do ex-presidente está “visivelmente muito inchado” em razão da medicação administrada durante o tratamento. Apesar disso, ele indicou que novas medidas jurídicas podem ser adotadas pelos advogados da família.
Segundo o ex-vereador, a equipe de defesa avalia acelerar ações judiciais que garantam, prioritariamente, a preservação da vida do ex-presidente. Ele também afirmou que os advogados têm enfrentado dificuldades para realizar visitas.
Carlos ainda relatou ter conversado diretamente com médicos responsáveis pelo atendimento e disse que, segundo eles, a situação poderia ter se agravado rapidamente antes da internação.
Relatórios médicos divergem da versão
O relato feito pelo filho do ex-presidente, no entanto, não aparece nos relatórios apresentados ao Supremo Tribunal Federal pela equipe médica que acompanha Bolsonaro no sistema prisional.
Os registros indicam que, na noite de quinta-feira, o ex-presidente apresentou uma crise de soluços. Na ocasião, segundo os profissionais de plantão, ele preferiu adiar o uso da medicação e afirmou que tomaria o remédio “após o jogo”, possivelmente em referência a uma partida de futebol.
Durante a madrugada seguinte, Bolsonaro teria apresentado náuseas e tremores, quadro que levou à decisão de encaminhá-lo ao hospital na manhã de sexta-feira.
Boletim médico aponta estabilidade, mas sem alta
O boletim médico mais recente divulgado pelo Hospital DF Star informa que o ex-presidente permanece internado na UTI em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Segundo o documento, Bolsonaro apresenta estabilidade clínica e melhora da função renal, embora exames recentes tenham indicado aumento dos marcadores inflamatórios no sangue.
Diante desse cenário, os médicos decidiram ampliar a cobertura antibiótica e intensificar o suporte clínico, incluindo fisioterapia respiratória e motora. Até o momento, não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva.
Dados divulgados anteriormente indicam que, até o início de março, Jair Bolsonaro já havia recebido 144 atendimentos médicos enquanto estava preso, uma média aproximada de três consultas por dia.






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