Carlos Bolsonaro posta foto do pai passando mal e diz que crises de soluços evoluíram; médico foi chamado à prisão

Segundo o ‘filho 02’, Jair Bolsonaro enfrenta azia constante, com dificuldade para se alimentar e dormir; defesa pediu prisão domiciliar humanitária ao STF

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais, neste domingo (11), para relatar uma piora no estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. 

Segundo o “filho 02”, o quadro de soluços persistentes — que já havia motivado procedimentos médicos em dezembro — evoluiu para uma “azia constante”, impedindo o ex-mandatário de se alimentar e dormir adequadamente.

“O médico do meu pai foi chamado hoje à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir. É perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária”, diz o ex-vereador em trecho da postagem.

Na publicação, Carlos incluiu uma foto do pai na detenção. No registro, Bolsonaro aparece de costas, encostado em uma pia — aparentemente durante uma crise de mal-estar —, vestindo uma cueca e uma camiseta branca com o próprio nome e o número 22, utilizado na última campanha presidencial. 

Segundo o ex-parlamentar, a imagem teria sido registrada durante episódios de vômito, que ele atribui a sequelas da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. A afirmação, no entanto, não foi confirmada oficialmente por autoridades médicas.

Carlos volta a falar em perseguição política

No post, Carlos também voltou a criticar as condenações impostas ao pai, que somam 27 anos de prisão, e insistiu que o ex-presidente estaria sendo alvo de perseguição política, questionando as condenações do STF. Jair Bolsonaro responde por crimes como destruição de patrimônio, organização criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Como álibi para o pai, ele insistiu que o ex-presidente estava nos Estados Unidos no dia 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram os atentados contra a democracia, e não participou dos atos de vandalismo ocorridos na Praça dos Três Poderes. 

“Mais uma condenação injusta”, escreveu o político. As declarações refletem a posição da defesa, família e aliados de Bolsonaro. 

Até o momento, o STF não se manifestou sobre o novo pedido de prisão domiciliar humanitária.

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