A presença de um assessor do vereador Carlos Bolsonaro no gabinete dele na Câmara dos Vereadores do Rio, às 7h da manhã desta segunda-feira (29), levantou suspeitas de vazamento da operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão no local. Segundo Guilherme Amado, no Metrópoles, o assessor, identificado como Edivaldo Souza da Silva, estava acompanhado de um segurança da Casa e já se encontrava no gabinete quando os agentes da PF chegaram.
Segundo fontes da Câmara do Rio, a presença de Edivaldo foi um fato isolado e incomum, pois o recesso parlamentar só termina no dia 15 de fevereiro, depois do carnaval. Além dele, só havia funcionários da segurança e da limpeza na Casa naquele horário.
Outro fato que levantou suspeita foi a saída de Bolsonaro e seus filhos na manhã desta segunda-feira, antes da chegada de agentes da PF em sua casa de Angra dos Reis – embora o advogado Fábio Wajngarten, ligado a Bolsonaro, tenha explicado que eles saíram para uma pesca que já estava acertada.
A operação da PF faz parte da investigação sobre o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pelo governo de Jair Bolsonaro para espionar desafetos e auxiliar os filhos do ex-presidente. Carlos Bolsonaro é um dos alvos da investigação, que apura se ele recebeu “materiais” obtidos ilegalmente pela Abin.





