Bolsonaro informa que Carlos vai prestar depoimento à PF amanhã, mas advogado garante que se trata de outro inquérito  

“É um procedimento de outro inquérito que também está em sigilo. Não tem nada a ver com os fatos de hoje”, diz o advogado

Jair Bolsonaro (PL) afirmou hoje que seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), prestará depoimento à Polícia Federal (PF) amanhã (30). Carlos Bolsonaro foi alvo nesta segunda-feira de operação da PF. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa do vereador, no entanto, disse que o depoimento não se refere às buscas e apreensão realizadas nesta segunda-feira. Segundo o advogado Antonio Carlos Fonseca, a oitiva foi marcada há algumas semanas e se refere a uma publicação feita por Carlos em agosto do ano passado. O inquérito também está em segredo de Justiça.

“É um procedimento de outro inquérito que também está em sigilo. Não tem nada a ver com os fatos de hoje. Pura coincidência”, disse o advogado à CNN.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Vigilância Aproximada, que investiga o monitoramento ilegal de autoridades por parte da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão do ex-diretor-geral Alexandre Ramagem – atualmente deputado federal pelo PL -, que comandou o órgão no governo Bolsonaro.

Agentes cumpriram os mandados de busca e apreensão no gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e em sua residência na Barra da Tijuca. Além disso, um mandado foi cumprido na casa da família em Angra dos Reis, no litoral fluminense, onde Carlos está com o pai.

Entre os materiais apreendidos na casa do vereador estão um laptop, um pendrive, cartões de memória e mídia.

Em nota, a Câmara Municipal do Rio informou que os policiais federais estiveram no gabinete de Carlos Bolsonaro entre as 7h e 9h desta manhã. A equipe de segurança da Casa e um assessor do parlamentar acompanharam as buscas.

Nesta nova fase, a PF busca identificar os principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente pela Abin por meio de ações clandestinas. Ao todo foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis (1), Rio de Janeiro (5), Brasília (1), Formosa (1) e Salvador (1).

De acordo com a PF, os investigados podem responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial, ou com objetivos não autorizados em lei.

Com informações da CNN.

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