Deputado Coronel Zucco, que estava na casa de Bolsonaro, diz que todos retornaram depois de serem avisados da presença da PF

‘Levaram o bloco de notas do ex-presidente e um computador do assessor funcionário do PL’, relata o parlamentar bolsonarista

A Polícia Federal apreendeu na manhã desta segunda-feira um bloco de notas de Jair Bolsonaro (PL) e o computador pessoal do assessor Tércio Arnaud Tomaz, que atualmente é funcionário do Partido Liberal. É o que conta o deputado federal Tenente-Coronel Zucco (PL-RS) em entrevista ao Globo.

Em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, na casa de Jair Bolsonaro, Zucco relatou como foi a manhã ao lado de Bolsonaro e de seus filhos. Segundo o parlamentar, ele e o clã Bolsonaro saíram para pescar às 5h50, muito antes da chegada dos agentes da Polícia Federal a casa de praia:

— Fomos pescar como fizemos em outros dias, mas hoje o mar estava especialmente calmo. Quando pegamos o jetski em direção ao alto mar, o sinal de telefone não pega em algumas regiões. Só ficamos sabendo da operação por volta de 10h, quando Fabio Wajngarten (advogado de Bolsonaro) telefonou avisando sobre a presença dos policiais na casa. Recolhemos tudo imediatamente e retornamos — diz Zucco.

O deputado caracteriza o episódio como “horrível” e “arbitrário”. Na avaliação de Zucco, a busca e apreensão deveria ser restrita ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), que era o alvo do mandado em questão.

— Foi recolhido um bloco do presidente, que ele usou para organizar a live ontem, entraram em sua casa sem que ele fosse alvo da busca e apreensão. Chegaram a cogitar recolher nossos celulares como se o mandado fosse coletivo. Eu, Flávio, Eduardo e o presidente não tínhamos nada com a operação — afirma. De acordo com o seu relato, o assessor Tércio Arnaud desbloqueou o computador na frente dos agentes e, mesmo assim, teve o objeto levado pelas autoridades.

Alvo da PF nesta manhã, Carlos é investigado por suspeita de participação em um esquema de monitoramento ilegal que teria sido realizado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o mandato de seu pai. A investigação indica que adversários de Bolsonaro teriam sido espionados.

Com informações de O Globo.

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