O ex-presidente Jair Bolsonaro afirma em sua defesa ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não tinha o receio de ser preso quando passou duas noites na embaixada da Hungria, em Brasília, e que é “ilógico” pensar em tentativa de fuga.
A afirmação consta da resposta ao questionamento do magistrado sobre o episódio, revelado nesta semana pelo jornal New York Times.
Segundo documento que será encaminhado pela defesa de Bolsonaro nesta quarta-feira (27) ao STF, não existia temor de que o ex-mandatário fosse detido e por isso precisasse fugir.
“A própria imposição das recentes medidas cautelares tornava essa suposição altamente improvável e infundada. Diante da ausência de preocupação com a prisão preventiva, é ilógico sugerir que a visita do peticionário [Bolsonaro] à embaixada de um país estrangeiro fosse um pedido de asilo ou uma tentativa de fuga. A própria imposição das recentes medidas cautelares tornava essa suposição altamente improvável e infundada”, argumentaram os advogados.
Depois de o episódio vir à tona, a Polícia Federal passou a investigá-lo e Moraes pediu esclarecimentos.
Os advogados de Bolsonaro alegaram ao ministro que a PF já havia cumprido uma série de diligências no dia 8 de fevereiro deste ano. Portanto, se houvesse a intenção de prender o ex-presidente, já teriam o feito na data.
Além disso, reforçam que Bolsonaro foi ao local para manter a relação com autoridades estrangeiras. A defesa argumenta que ele tem vida política ativa, apesar de não estar mais ativo no mandato.
No mesmo dia em que chegou à embaixada da Hungria em Brasília, Bolsonaro divulgou vídeo convocando apoiadores para manifestação na avenida Paulista a seu favor no dia 25 de fevereiro, que reuniu milhares de simpatizantes.
As informações são da Folha de São Paulo.





