Bolsonaro demite ministro das Minas e Energia, mas finge não ter poder sobre a Petrobras

 O presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o comando do Ministério de Minas e Energia. Bento Albuquerque foi exonerado, oficialmente “a pedido”. Adolfo Sachsida, que atuava no Ministério da Economia, foi nomeado para ser titular da pasta.  A mudança ocorreu após recentes críticas de Bolsonaro à política de preços da Petrobras, estatal ligada à pasta. Na…

 O presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o comando do Ministério de Minas e Energia. Bento Albuquerque foi exonerado, oficialmente “a pedido”. Adolfo Sachsida, que atuava no Ministério da Economia, foi nomeado para ser titular da pasta. 

A mudança ocorreu após recentes críticas de Bolsonaro à política de preços da Petrobras, estatal ligada à pasta. Na segunda-feira (10), a empresa anunciou um reajuste de 8,87% no preço do diesel nas suas refinarias.

Na última quinta-feira (5), o presidente fez apelos diretos ao presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, e a Albuquerque, para que não houvesse novos aumentos nos preços dos combustíveis Na ocasião, ele fez um pedido veemente à estatal para reduzir seu lucro, que considerou “absurdo” e “um estupro”. 

Na live, no entanto, o mandatário omitiu que o governo é o acionista controlador —ou seja, o lucro da empresa garante verba para o caixa do governo e financia políticas públicas. 

Ao mesmo tempo em que Bolsonaro fazia seus apelos à Petrobras, a estatal divulgava um lucro líquido de R$ 44,56 bilhões no primeiro trimestre do ano. Em um comunicado, o presidente-executivo da estatal, afirmou que os resultados da petroleira geram “retorno importante para o acionista, em especial a sociedade brasileira, representada pela União”.  

O colunista do Globo Bernardo Mello Franco publica hoje que o presidente está enganando o eleitor ao dizer que não pode controlar os preços dos combustíveis.

Leia:

“Bolsonaro ilude o eleitor ao fingir estar de mãos atadas. A União é a acionista controladora da Petrobras. Tem poderes para nomear e demitir o comando da empresa. Se não quiser mudar a política de preços, pode criar subsídios ou fundos de estabilização”

O novo chefe do Ministério de Minas e Energia atuava como chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Economia. Antes, passou pela SPE (Secretaria de Política Econômica) e está com Bolsonaro desde a campanha eleitoral de 2018. 

Nas redes sociais, Sachsida agradeceu pela nomeação e disse esperar estar a altura do trabalho, que classificou como “o maior desafio profissional” da carreira.

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