Benedita lidera corrida para o Senado; Crivella, Canella e Pedro Paulo travam disputa acirrada

Benedida segue na liderança e disputa pela segunda vaga está acirrada

Nova pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas no Estado do Rio de Janeiro revela o desenho inicial da disputa pelas cadeiras do Legislativo Federal nas eleições de 2026. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º RJ-04259/2026 , a sondagem mostra a ex-governadora Benedita da Silva na liderança isolada dos cenários testados, seguida de perto por um pelotão consolidado por Marcelo Crivella, Márcio Canella e Pedro Paulo.

O estudo ouviu 1.600 eleitores presencialmente em 60 municípios fluminenses entre os dias 29 de junho e 1º de julho de 2026. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,5 pontos percentuais para os resultados gerais, com um grau de confiança de 95,0%.

Como a eleição para o Senado permite a escolha de duas vagas, o instituto utilizou o modelo de Resposta Múltipla (RM), no qual cada entrevistado pôde indicar até dois candidatos. Por essa razão, a soma dos percentuais ultrapassa os 100%.

Cenário 1: Benedita na ponta e estabilidade no segundo pelotão

No primeiro cenário estimulado apresentado aos entrevistados, Benedita da Silva aparece com 33,0% das intenções de voto. Na segunda posição, ocorre uma situação de empate técnico triplo dentro da margem de erro: Marcelo Crivella soma 25,9%, seguido muito de perto por Márcio Canella, com 21,9%, e Pedro Paulo, que registra 21,5%.

Mais abaixo na tabela, o deputado federal Carlos Jordy pontua com 12,1%. Ele é seguido por Mauro Campos (10,0%), Monica Benicio (9,9%) e Helio Secco (4,9%). Os eleitores que declararam voto nulo, branco ou em nenhum dos candidatos somam 14,1%, enquanto 6,4% não souberam ou não responderam.

Na comparação direta com o levantamento anterior, realizado em junho de 2026 (sob o registro RJ-05645/2026), nota-se um quadro de estabilidade com oscilações discretas : Benedita recuou levemente de 34,2% para 33,0%; Crivella manteve-se estável (de 26,0% para 25,9%) ; enquanto Márcio Canella (de 21,3% para 21,9%) e Pedro Paulo (de 20,7% para 21,5%) apresentaram viés de alta. Carlos Jordy também avançou de 10,4% para 12,1%.

Cenário 2: Exclusão de Crivella redistribui forças

Em um segundo panorama estimulado, sem a presença de Marcelo Crivella, Benedita da Silva sustenta a liderança isolada subindo para 34,9%. A ausência do ex-prefeito da capital parece impulsionar numericamente seus concorrentes diretos: Márcio Canella assume a segunda colocação isolada com 25,3%, emparelhado com Pedro Paulo, que alcança 25,0%.

Neste segundo desenho, Monica Benicio aparece com 12,6%, seguida por Mauro Campos com 12,4% e o atual senador Carlos Portinho, que pontua com 10,7%. Helio Secco fecha a lista com 6,1%. O número de brancos, nulos ou nenhum sobe para 16,5%, e os indecisos representam 7,5%.

Comparado a junho, quando o cenário contava com o nome de Waguinho (que registrava 10,2% e não foi testado em julho), Pedro Paulo foi quem mais cresceu, saltando de 22,8% para os atuais 25,0%. Márcio Canella também expandiu sua base de 23,6% para 25,3%.

Dados Espontâneos indicam indefinição

Apesar dos números consolidados nos modelos estimulados, a consulta espontânea — quando nenhum nome é sugerido ao eleitor — confirma que o cenário para o Senado Federal ainda está totalmente aberto no Rio de Janeiro.

Nesse quesito, expressivos 84,3% dos entrevistados afirmaram não saber ou não opinaram sobre em quem votar. Brancos e nulos somam 7,4%. Entre os nomes lembrados voluntariamente, Benedita da Silva lidera com apenas 3,0%, seguida por Márcio Canella (2,2%), Marcelo Crivella (0,8%) e Pedro Paulo (0,6%). O atual senador Romário, que não consta nos cenários estimulados do relatório, foi citado espontaneamente por 0,4% dos entrevistados.

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