O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, do União Brasil, anunciou que vai tratar nesta quarta-feira (26), no colégio de líderes, da possibilidade de instalar novas CPIs na Casa.
Entre elas, está a CPI das Barricadas, proposta pelo deputado Giovani Ratinho (Solidariedade), cujo pedido de abertura ganhou força nas últimas semanas. Até sexta-feira, eram 35 assinaturas; agora o número já chegou a 41, o que indica que a comissão deve ser instalada. A oposição também pressiona pela abertura de uma CPI da Cedae.
A iniciativa ocorre em meio ao avanço do programa Barricada Zero, lançado pelo governador Cláudio Castro e alvo de denúncias sobre possíveis facilidades concedidas por autoridades locais a grupos criminosos responsáveis por erguer bloqueios em várias regiões do estado.
Avanço das assinaturas e recado do governo
Ratinho pretende que o colegiado investigue o envolvimento de políticos, servidores e agentes públicos na expansão das barreiras instaladas por milícias e facções. Para justificar a necessidade da comissão, o deputado afirma ter recebido relatos que apontam conexões entre integrantes do poder público e o crime organizado.
“Quando um vereador é preso por ajudar facção a levantar barricada, a gente entende que não se trata só de crime organizado. Pode ter gente do poder público facilitando, direta ou indiretamente. A CPI nasce para esclarecer isso”, declarou.
Nos últimos dias, prisões de vereadores em São João de Meriti aumentaram a pressão sobre o Legislativo. Ernane Aleixo, do PL, é acusado de apoiar o Terceiro Comando Puro (TCP) na instalação de barricadas. Já Marcos Aquino, do Republicanos, foi detido em ação contra o Comando Vermelho, sendo liberado após pagar fiança.
Apesar do apoio expressivo à CPI, o líder do governo, Rodrigo Amorim, do União Brasil, fez questão de pontuar que o colegiado não terá como finalidade criminalizar a administração estadual, já que ele próprio é integrante da base e apoia as operações do Barricada Zero. Segundo afirmou, o objetivo é colaborar com o Executivo e não transformá-lo em alvo.
Objetivos e escopo da CPI
A proposta da comissão é acompanhar a execução do Barricada Zero e investigar possíveis irregularidades na operação de retirada das mais de 13 mil barricadas mapeadas pelo Instituto de Segurança Pública apenas no Grande Rio.
O deputado também defende maior presença dos comandos policiais no acompanhamento das operações, cobrando que oficiais assumam papel mais direto na fiscalização de suas equipes.
O Barricada Zero reúne forças de segurança, secretarias estaduais e prefeituras para remover barreiras físicas instaladas por organizações criminosas. A medida visa restabelecer a circulação de moradores e permitir a retomada de serviços públicos, como saúde, educação, iluminação e limpeza urbana, nas áreas mais afetadas.
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