O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA confirmou nesta terça-feira três novos ataques contra lanchas rápidas no Caribe e no Pacífico que deixaram 11 mortos. Segundo o comando, as embarcações seriam usadas por traficantes de drogas que atuam em rotas com destino aos Estados Unidos.
Com as novas ações, o número de mortos na operação determinada pelo presidente Donald Trump chega a 140. A campanha militar tem como objetivo conter o fluxo de drogas rumo ao país, mas enfrenta críticas internacionais por possíveis violações do direito internacional.
Vídeos mostram ataques a embarcações
Imagens divulgadas pelo comando militar em redes sociais mostram três operações realizadas na segunda-feira. Em duas delas, as lanchas estavam paradas quando foram atingidas. Na terceira, a embarcação navegava em alta velocidade no momento do bombardeio.
Nos vídeos, também é possível observar pessoas se movimentando dentro de duas das lanchas pouco antes das explosões. Segundo dados oficiais, quatro pessoas morreram em cada uma das embarcações atacadas no Pacífico oriental, enquanto outras três morreram na ação no Caribe.
Operações somam dezenas de ataques
A campanha militar já contabiliza cerca de 40 ofensivas semelhantes. Em poucos casos houve sobreviventes, e ao menos uma ação registrou um segundo bombardeio após a identificação de pessoas ainda vivas no local atingido.
O governo americano sustenta que está em guerra contra o que chama de “narcoterrorismo”, conceito adotado para equiparar organizações criminosas a grupos terroristas internacionais. No entanto, o Pentágono não apresentou provas públicas conclusivas de que as embarcações tinham ligação direta com organizações criminosas.
Debate internacional sobre legalidade
O método empregado nas operações tem gerado forte reação de especialistas em direito internacional e entidades de direitos humanos. Para esses grupos, os ataques podem configurar execuções extrajudiciais, já que os alvos não representariam ameaça imediata ao território americano.
O governo dos EUA, por sua vez, compara a estratégia às operações realizadas ao longo das últimas décadas contra suspeitos de terrorismo em países como Iêmen, Somália e Síria, onde ataques preventivos também foram empregados.






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