EUA matam mais 2 em novo ataque a barco suspeito de tráfico no Pacífico

Ação americana eleva para 128 o total de mortos na campanha desde setembro de 2025.

O Exército dos Estados Unidos anunciou que duas pessoas foram mortas em um ataque a uma embarcação no Pacífico Oriental, nesta quinta-feira (5), que teria sido usada para o tráfico de drogas, segundo o Comando Sul dos EUA. Com esse novo episódio, o total de mortes na campanha militar americana sobe para pelo menos 128 desde setembro de 2025, conforme relatório de agências internacionais de notícias.

Segundo as Forças Armadas americanas, informações de inteligência apontaram que o barco estava em rotas conhecidas de narcotráfico e envolvido em operações relacionadas ao contrabando. A nota oficial também afirmou que nenhum militar norte-americano ficou ferido durante a operação.

Apesar das declarações oficiais, críticas e debates sobre a legalidade das ações seguem em alta, já que o governo dos Estados Unidos ainda não apresentou provas definitivas ligando a embarcação ao tráfico de drogas.


Campanha militar controversa se estende de Caribe ao Pacífico

A série de ataques começou em setembro de 2025, quando os Estados Unidos iniciaram uma campanha que, segundo Washington, visa combater traficantes de drogas em rotas marítimas. Inicialmente concentrados no Mar do Caribe, os ataques foram gradualmente se estendendo ao Pacífico Oriental, ampliando assim a área de operações.

Até o momento, mais de 36 ataques foram registrados, com a morte imediata de dezenas de pessoas e outras acrescidas ao total após serem consideradas desaparecidas no mar.

Oficiais americanos classificaram a ação como parte de um conflito contra supostos “narco-terroristas”, embora especialistas legais e políticos tenham questionado essa caracterização e a legitimidade das operações sob a lei internacional.


Críticas e processos ampliam debate sobre operações

A controvérsia em torno desses ataques também ganhou dimensão legal: familiares de vítimas entraram com um processo contra o governo dos EUA, acusando a administração de homicídio culposo e chamando as operações de possíveis crimes de guerra.

Debates sobre a falta de evidências públicas e justificativas legais têm alimentado críticas de legisladores, organizações de direitos humanos e analistas, que afirmam que ações militares deste tipo exigiriam maior transparência e base legal clara.

Por outro lado, o governo americano defende suas ações como necessárias para interromper o fluxo de drogas e proteger a segurança nacional, mesmo sem divulgar detalhadamente as informações que embasam cada ataque.

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