EUA realizam novo ataque contra barco suspeito de tráfico no Pacífico e matam três pessoas

Operação militar é o segundo ataque na região em poucos dias e eleva para 37 o número de mortos em ofensivas americanas contra o narcotráfico

Os Estados Unidos realizaram, nesta quarta-feira (22), um novo ataque contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Oceano Pacífico, resultando na morte de três pessoas. A informação foi confirmada pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth. Segundo o governo americano, a ação faz parte de uma ampla ofensiva naval voltada a combater o narcotráfico internacional. Este foi o segundo ataque na região em poucos dias e o nono desde o início da campanha, totalizando ao menos 37 mortos.

Pentágono diz que ação ocorreu em águas internacionais
Em comunicado divulgado na plataforma X (antigo Twitter), Hegseth afirmou que “três narcoterroristas estavam a bordo da embarcação durante o ataque, realizado em águas internacionais. Todos foram mortos e nenhuma força americana foi ferida”. O secretário de Defesa acrescentou que operações semelhantes continuarão “dia após dia”. Um vídeo divulgado junto à mensagem mostra o momento em que um barco em alta velocidade é atingido até ser completamente destruído.

Série de ataques amplia tensão entre EUA e América Latina
A nova ofensiva ocorre semanas após uma série de bombardeios no Caribe, especialmente em áreas próximas à Venezuela, país acusado por Washington de envolvimento com o narcotráfico. No início da semana, outro ataque no Pacífico havia deixado dois mortos, marcando o início das operações fora da região caribenha. Desde 2 de setembro, os EUA têm conduzido ataques aéreos sem precedentes, alegando que se trata de uma resposta ao tráfico internacional de drogas.

Trump eleva tom contra Colômbia e Venezuela
O presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar os governos da Colômbia e da Venezuela, chamando o presidente colombiano Gustavo Petro de “líder do narcotráfico”, como já havia feito com Nicolás Maduro. Trump também ameaçou suspender o apoio econômico a Bogotá e impor tarifas sobre exportações colombianas, em meio ao aumento da produção de cocaína no país.

EUA tratam cartéis como “organizações terroristas”
O governo americano justifica os ataques com base em decretos presidenciais que classificam os cartéis de drogas como “organizações terroristas”. Dessa forma, o país se considera em “conflito armado” contra um inimigo sem território definido. “Assim como a Al-Qaeda travou guerra contra nossa pátria, esses cartéis estão travando guerra contra nossa fronteira e nosso povo. Não haverá refúgio ou perdão, apenas justiça”, declarou Hegseth.

Governos latino-americanos questionam legalidade das ações
Críticos e líderes de países da região, como Venezuela e Colômbia, contestam a legitimidade das ações americanas. Segundo eles, os EUA não apresentaram provas concretas de que as embarcações atacadas transportavam drogas e ressaltam que essas lanchas não representavam ameaça às forças navais destacadas no Caribe. A escalada militar, afirmam, agrava as tensões diplomáticas e reabre feridas históricas entre Washington e a América Latina.

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