Um ataque aéreo israelense matou um homem palestino na Faixa de Gaza neste domingo, reacendendo as tensões em meio a uma trégua frágil entre Israel e o Hamas. As autoridades de saúde informaram que a vítima foi atingida nas proximidades de um mercado de vegetais no subúrbio de Shejaia, na Cidade de Gaza.
Segundo os militares israelenses, o alvo do bombardeio era um militante que representava “ameaça direta” às forças do país. “Ainda há bolsões do Hamas nas áreas sob nosso controle em Gaza, e estamos sistematicamente eliminando-os”, declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em pronunciamento transmitido durante uma reunião de gabinete em Jerusalém.
Trocas de acusações e clima de desconfiança
O Hamas respondeu às declarações divulgando uma lista de supostas violações do cessar-fogo cometidas por Israel. O grupo nega ter desrespeitado o acordo e afirma que não houve ataques a soldados israelenses. “As acusações são infundadas e fazem parte da narrativa de guerra”, afirmou Ismail Al-Thawabta, diretor do escritório de mídia do governo de Gaza, administrado pelo Hamas.
O cessar-fogo, iniciado em 10 de outubro, havia interrompido a maior parte dos combates após dois anos de guerra, permitindo que milhares de palestinos retornassem às ruínas de suas casas. O acordo também garantiu a liberação de 20 reféns vivos em troca da soltura de quase 2 mil prisioneiros palestinos e detentos de guerra mantidos por Israel.
Trégua enfraquecida e números crescentes de vítimas
Apesar da trégua formal, os confrontos e bombardeios não cessaram totalmente. Desde o início do cessar-fogo, as autoridades de saúde palestinas afirmam que 236 pessoas foram mortas em ataques israelenses, quase metade delas em um único dia, na semana passada, durante uma retaliação a um ataque contra tropas israelenses.
Do lado israelense, as forças armadas relataram a morte de três soldados em confrontos recentes. O governo afirma que suas operações continuam voltadas à eliminação de “combatentes ativos” e à proteção de suas fronteiras.
O cenário em Gaza permanece tenso, com denúncias cruzadas de violações e crescente pressão internacional para que o cessar-fogo seja mantido.






Deixe um comentário