A arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 229,3 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Receita Federal. O resultado representa um crescimento real de 4,99% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o total foi de R$ 209,7 bilhões, e configura o melhor desempenho para meses de março desde o início da série histórica, em 2000.
O avanço ocorre após um fevereiro também positivo, quando a arrecadação somou R$ 222,1 bilhões, consolidando uma sequência de resultados elevados no início de 2026.
Resultado recorde no trimestre
No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação federal chegou a R$ 777,1 bilhões, também o maior valor já registrado para o período. O crescimento real foi de 4,58% em comparação com os três primeiros meses de 2025.
O desempenho reforça a tendência de expansão das receitas públicas, sustentada principalmente pela melhora do mercado de trabalho e pelo aumento da renda da população.
Emprego formal impulsiona receitas
As receitas previdenciárias, diretamente ligadas aos salários, tiveram papel relevante no resultado. Em março, esses recolhimentos somaram R$ 61,8 bilhões, com avanço real de 4,95%.
O crescimento reflete o aumento da massa salarial e a ampliação do emprego formal, fatores que ampliam a base de contribuintes. A reoneração da folha de pagamentos de empresas e municípios também contribuiu para elevar a arrecadação.
Importações e indústria reforçam alta
Outro destaque foi o desempenho dos tributos sobre importação. O Imposto de Importação e o IPI vinculado às compras externas somaram R$ 12,7 bilhões no mês, com crescimento real de 31,56%.
O resultado é explicado pela combinação de aumento nas alíquotas médias efetivas desses tributos e pela expansão do volume de importações em dólar. Ao mesmo tempo, a queda da taxa média de câmbio contribuiu para a dinâmica observada.
IOF e consumo também avançam
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) registrou arrecadação de R$ 8,4 bilhões em março, com expressiva alta real de 50,06% na comparação anual. O desempenho é influenciado pela elevação das alíquotas implementada em maio do ano passado.
No trimestre, além das receitas previdenciárias e do IOF, também se destacou o crescimento da arrecadação de Pis/Cofins, que avançou 5,6% em termos reais. O resultado acompanha o bom desempenho dos setores de comércio e serviços, além da recuperação de segmentos beneficiados por programas emergenciais.
Também contribuíram positivamente as receitas oriundas do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, que tiveram aumento real de 20,4%.






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