O ativista conservador de extrema direita Charlie Kirk, 31, morto a tiros em uma universidade dos EUA nesta quarta-feira (10), defendia uma política armamentista, teve postura negacionista na pandemia causada pela covid-19 e se aproximou nos últimos meses de Donald Trump, presidente dos EUA.
Ele já havia direcionado duras críticas ao Brasil, informa a colunista Mariana Sanches, do portal UOL. Em seu programa “The Charlie Kirk Show”, em 27 de março, ele pediu a Trump que impusesse “tarifas e, se necessário, sanções ao Brasil” em resposta ao que chamou de “comportamento imprudente e imoral” do Supremo Tribunal Federal.
O controle de armas estava entre os temas que ele costumava discutir em eventos e podcasts. Há alguns meses, Kirk disse: “Infelizmente, vale a pena arcar com o custo de algumas mortes por armas de fogo todos os anos para que possamos ter a Segunda Emenda”.
Ele disseminou visões anti-transgênero, racistas e ceticismo em relação à pandemia, e também promoveu a falsa alegação de que a eleição de 2020 foi roubada de Trump.
Casado e pai de dois filhos, Kirk tinha 31 anos. Ele liderava o Turning Point USA, organização que mobiliza eleitores jovens em seus eventos em universidades pelos EUA e levou muitos a votarem no Partido Republicano nas eleições de 2024.
O ativista conservador tinha mais de 14 milhões de seguidores nas redes sociais. O site Axios já o classificou como um dos dez influenciadores do mundo com maior engajamento.

Visitas à Casa Branca e defesa às armas
O relacionamento com o presidente dos EUA se intensificou após a vitória de republicano. Kirk compareceu à posse de Trump em janeiro deste ano e se tornou visitante regular da Casa Branca.
No início deste ano, ele viajou com o filho de Trump, Donald Trump Jr., para a Groenlândia, num momento em que o presidente defendia que os EUA comprassem ou tomassem o território, que pertence à Dinamarca.
Filho de um arquiteto que cresceu no próspero subúrbio de Prospect Heights, em Chicago, Kirk frequentou uma faculdade comunitária perto de Chicago antes de abandonar os estudos para se dedicar ao ativismo político.






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