Aras avoca a si a responsabilidade de opinar sobre o impeachment de Witzel

O tiro saiu pela culatra. O governador Wilson Witzel recorreu contra a indicação da subprocuradora Lindôra Araujo para análise do rito do processo de impeachment em tramitação na Alerj. Aparentemente foi atendido, pois não será mais ela quem cuidará do caso, mas sim o próprio procurador-geral, Augusto Aras, que avocou a si a responsabilidade de…

O tiro saiu pela culatra. O governador Wilson Witzel recorreu contra a indicação da subprocuradora Lindôra Araujo para análise do rito do processo de impeachment em tramitação na Alerj. Aparentemente foi atendido, pois não será mais ela quem cuidará do caso, mas sim o próprio procurador-geral, Augusto Aras, que avocou a si a responsabilidade de opinar. Witzel, que não queria ter seu caso nas mãos da principal auxiliar do Procurador-Geral, terá agora o próprio Augusto Aras como o responsável pelo recurso.

Segundo o jornal O GLOBO, fontes da PGR e a própria assessoria do órgão confirmaram a mudança.

Se Witzel se sentia desconfortável com Lindôra Araujo exatamente por seu vínculo direto com Augusto Aras, agora tem motivos para estar sentindo pior. O governador desconfia de uma articulação política entre os Bolsonaro e o chefe da PGR com o propósito de dificultar sua vida no Judiciário.

As críticas de Wilson Witzel a Augusto Aras tem sido cada vez mais freqüentes, numa indicação de seu descontentamento. Recentemente, o governador disse que o Procurador-Geral estaria sob suspeição por não ter sido indicado a partir de uma lista tríplice.

Lindôra é a subprocuradora que conduz as investigações sobre supostos desvios de recursos públicos destinados ao combate ao novo coronavírus no Rio. Foi ela que pediu buscas e apreensões, autorizadas pelo STJ, no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, e no escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel. Em manifestação ao STJ, Lindôra disse que Witzel está no “vértice da pirâmide” do suposto esquema.

O ministro do STF Alexandre de Moraes foi designado relator do caso e enviou o processo à Procuradoria-Geral da República (PGR), para um parecer a respeito. Este parecer deve ditar o ritmo do impeachment.

Moraes determinou o envio dos autos à PGR no dia 6. O processo foi remetido no dia 13, quinta-feira, e chegou ao órgão no dia seguinte, 14, sexta-feira. O prazo para manifestação é de cinco dias. O gabinete de Aras entende que tem pelo menos até quinta-feira, 20, para o envio do parecer ao STF.

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