Após insatisfação dos servidores, o governo melhorou a proposta de reajuste salarial e ofereceu um reajuste linear de 9% a partir de maio, com efeito no pagamento de junho, além de manter os R$ 200 de acréscimo para o auxílio alimentação.
A primeira proposta do governo foi de 7,8%. Na mesa de negociação desta sexta-feira, a oferta de 8,4 % de reajuste causou insatisfação nos sindicatos, que conseguiram elevar a proposta.
Segundo Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), a proposta do governo será formalizada na segunda-feira e, a partir daí, os sindicatos levarão a oferta para avaliação das categorias.
― No momento em que o governo elevou para 9%, nos comprometemos a levar para as assembleias. A partir de terça faremos essa assembleias e as entidade de classe se comprometeram a levar para deliberação com indicativo de aprovação. Acreditamos que foi o possível no momento, se não corrige totalmente as perdas inflacionárias nos últimos quatro ou seis anos, corrige ao menos de forma parcial essas perdas e sinaliza que o governo Lula tem disposição de corrigir a corrosão inflacionária a que os salários foram submetidos ― disse.
O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, diz que a categoria vai esperar a formalização da proposta do governo para comentar o reajuste, mas considerou a elevação para 9% um avanço em relação à primeira oferta.
O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA), Janus Pablo de Macedo, criticou a oferta, que não atende às expectativas da carreira:
― Essa proposta não atende às expectativas da nossa carreira, que vai se reunir em assembleia para deliberar sobre o que foi proposto pelo Governo, lembrando que se trata de uma negociação salarial coletiva em caráter emergencial e que o ANFFA espera avançar, com melhores resultados, nas mesas de negociações setoriais, em outra etapa.
Além do percentual, sindicatos e governo ainda divergem em relação ao meio como será apresentado. O governo insiste em um projeto de lei, justificando a necessidade de fazer alterações na lei orçamentária. Já os sindicatos preferem que seja via Medida Provisória, que é mais célere.
O governo Bolsonaro não concedeu nenhum reajuste aos servidores. As carreiras da base do funcionalismo federal estão com os salários congelados desde 2017. Já as carreiras de Estado tiveram o último reajuste em 2019 – mas que fazia parte de um acordo escalonado, fechado antes de Bolsonaro assumir o poder.
As informações são do Globo online.





