Após onda de protestos nos EUA, estudantes de universidades de México, França e Reino Unido montam acampamentos pró-Palestina

Manifestantes pedem que suas universidades parem de fazer negócios com Israel ou com empresas que apoiam a guerra do regime sionista em Gaza

Após onda de protestos em universidades dos EUA contra o genocídio promovido por Israel em Gaza, estudantes de outros lugares do mundo começam a promover acampamentos em apoio à luta do povo palestino.

O movimento estudantil pró-Palestina começou na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, espalhou-se como um incêndio por todo o país e tem chegado a outros lugares. Os estudantes pedem que as autoridades universitárias parem de fazer negócios com Israel ou com empresas que apoiam a guerra do regime sionista em Gaza.

México

Estudantes e trabalhadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) decidiram montar na quinta-feira (2), um acampamento de apoio à luta do povo palestino contra a invasão israelense numa esplanada perto do edifício da Reitoria, no campus principal da instituição, informa a Telesur.

A ideia surgiu de uma proposta aprovada durante a Assembleia Popular Interuniversitária, realizada na última terça-feira nos corredores da Faculdade de Filosofia e Letras da UNAM, como demonstração de solidariedade com a Palestina e em repúdio à incursão militar israelense na Faixa de Gaza. 

Além de tentar juntar-se às manifestações universitárias pró-palestinas em todo o mundo, principalmente aquelas realizadas em universidades estadunidenses, o acampamento também exige que o governo mexicano rompa relações diplomáticas com Israel.

“É feito um apelo para que a universidade se pronuncie e rejeite continuar a manter relações acadêmicas e de intercâmbio com o Estado de Israel, como formação tecnológica, estudantil e profissional”, disse um professor da UNAM.

Por sua vez, uma estudante explicou que a duração do acampamento dependerá em grande parte da resposta e colaboração da comunidade universitária.

Europa

Paralelamente à rebelião estudantil nos EUA e à adesão do México, estudantes no Reino Unido e na França levantaram-se contra os crimes de Israel na Palestina, informa o canal HispanTV.

As universidades britânicas University College London (UCL) e Warwick, juntamente com a Universidade Sorbonne e a Sciences Po da França, tornaram-se o centro do movimento estudantil antissionista.

Enquanto isso, estudantes em Leeds, Newcastle e Bristol montaram tendas em frente aos edifícios universitários na quinta-feira (2), em protesto contra a guerra israelense no território palestino sitiado.

Imagens compartilhadas pelos organizadores mostraram grandes grupos de estudantes reunidos nos campi, junto com tendas e faixas em áreas de destaque das universidades.

“Hoje, estudantes de Leeds, Newcastle, Bristol e Sheffield juntaram-se a Warwick — exigindo que as nossas universidades parem de investir no genocídio de Israel!” — declarou a Campanha de Solidariedade à Palestina, uma organização sediada no Reino Unido.

A principal exigência dos estudantes é que as suas instituições acabem com os investimentos em empresas que fornecem armas a Israel ou que se envolvam em negócios em colonatos ilegais na Cisjordânia ocupada e no leste de Jerusalém. 

“Não nos permitiremos ser cúmplices de crimes através das parcerias da universidade com empresas como a BAE Systems e instituições acadêmicas israelenses como a Universidade de Tel Aviv e a Universidade Hebraica de Jerusalém, que são construídas nos territórios roubados”, sublinhou Hala, estudante de doutorado. que participou dos protestos na Universidade de Manchester.

A Universidade Sciences Po de Paris, capital da França, decidiu fechar nesta sexta-feira algumas das suas principais instalações devido a manifestações de estudantes pró-Palestina.

Os estudantes anunciaram uma manifestação pacífica no campus na quinta-feira, depois que a universidade rejeitou os pedidos para rever suas parcerias com universidades israelenses.

Um grupo de estudantes iniciou uma greve de fome “em solidariedade às vítimas palestinas”.

Com informações do 247.

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