O ator Emiliano Queiroz faleceu nesta sexta-feira (4), aos 88 anos, no Rio de Janeiro. Ele ficou conhecido por sua carreira de mais de 70 anos e por marcar a dramaturgia brasileira com personagens memoráveis, como Dirceu Borboleta na novela “O Bem-Amado” (1973).
Emiliano estava internado há 10 dias para a colocação de três stents no coração e havia recebido alta um dia antes de seu falecimento. Na manhã desta sexta, após sentir-se mal, ele foi levado ao hospital, onde sofreu uma parada cardíaca e, apesar de ser reanimado, não resistiu.
Nascido em Aracati, no Ceará, Emiliano descobriu sua vocação para o teatro ainda criança. Com apenas 4 anos, ele assistiu à peça “O Mártir do Gólgota”, que despertou seu interesse definitivo pela dramaturgia. Aos 16 anos, já estava envolvido com o teatro e a rádio em Fortaleza, onde iniciou sua trajetória artística. Em 1965, ele estreou na TV Globo, participando de novelas e seriados que o consagraram ao longo das décadas.
Emiliano também teve uma carreira de destaque no cinema e no teatro. Ganhou o Kikito de Ouro no Festival de Gramado por sua atuação no filme “Stelinha” (1990) e se destacou em peças como “Navalha na Carne” (1969), de Plínio Marcos, e “Ópera do Malandro” (1978), de Chico Buarque. Além disso, participou de mais de 40 novelas e dezenas de filmes, peças e minisséries, deixando um vasto legado.
Emiliano Queiroz era casado há 51 anos com Maria Letícia, advogada e atriz, com quem ajudou a criar 14 filhos. Ele deixa também 8 netos e 3 bisnetos. O horário e o local de seu velório e cremação ainda não foram divulgados.
Com informações do g1





