O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, avalia abrir um procedimento específico para investigar possíveis atos de obstrução de Justiça relacionados à apuração das fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social.
Segundo informações ligadas à investigação, a análise envolve movimentações internas na Polícia Federal e supostas articulações que teriam resultado na retirada do delegado responsável pelo inquérito que alcançava pessoas próximas a Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O caso também envolve avaliações sobre ações atribuídas a integrantes do governo federal relacionadas à movimentação de delegados e ao andamento da investigação.
Mudanças na investigação
De acordo com relatos obtidos por interlocutores ligados ao Palácio do Planalto, André Mendonça teria advertido dois ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes da substituição do delegado responsável pelo caso.
As advertências teriam sido feitas após sinais considerados preocupantes sobre possíveis interferências indevidas na condução da investigação.
Ainda segundo os relatos, o presidente Lula teria sido alertado por conselheiros políticos sobre os riscos de desgaste institucional envolvendo a movimentação de integrantes da Polícia Federal ligados ao caso. Apesar disso, as mudanças internas avançaram e passaram a ser observadas pelo relator no STF.
Possível nova frente no STF
A avaliação de André Mendonça ocorre em meio ao avanço das apurações sobre um esquema bilionário de fraudes no INSS, investigação que vem provocando forte repercussão política em Brasília.
Caso o ministro decida abrir um novo procedimento, a apuração poderá analisar separadamente eventuais tentativas de interferência ou obstrução relacionadas ao trabalho investigativo da Polícia Federal.
Até o momento, não houve manifestação oficial do governo federal, de Lula ou de Lulinha sobre a possibilidade de abertura dessa nova frente de investigação no Supremo.





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